Jornada Feyerabend

Este é o livro póstumo de Paul Feyerabend. Inacabado, o livro foi cuidadosamente editado por sua esposa, Grazia Borrini-Feyerabend, e seu amigo, Bert Terpstra, e publicado originalmente em 1999. Entre nós, a tradução de Cecilia Prada e Marcelo Rouanet, com a revisão técnica da querida professora Anna Carolina Regner, saiu em 2006 pela Editora Unisinos.

Além do manuscrito inacabado de Feyerabend, que compõe a primeira parte do livro, os editores fizeram uma seleção de 12 artigos e ensaios relacionados com o que foi tratado no manuscrito pelo autor. De maneira geral, podemos dizer que aqui Feyerabend trata da questão do realismo, encaminhando-a pela sua permanente discussão com a tirania dos universais, que já se pode perceber no subtítulo: “Uma história da abstração versus a riqueza do ser”.

Esta semana faremos uma Jornada Feyerabend dedicada a esse livro na sexta-feira, dia 23 de junho de 2017, começando às 10h na sala 223 do bloco I-12. Participe!

Leituras de Darwin: Origem do homem?

Este ano iniciamos a leitura do livro de Darwin conhecido como A origem do homem. Coloquei uma interrogação no título desta postagem porque, assim como em A origem das espécies, o título já é um problema, mas por outros motivos. No caso de A origem das espécies, o original é The origin of species mesmo, e o que se pode questionar é se o título dado por Darwin é adequado ao conteúdo, tendo em vista que ele não está propriamente tratando nem de origem nem de espécies.

Neste caso, o original é The descent of man, que, sim, claro, pode ser traduzido como “A origem do homem” e assim tem circulado, muito provavelmente pela influência do seu livro-irmão. Outra tradução que também circula por aí é “A descendência do homem”, que, linguisticamente, também está correta, inclusive é a tradução mais direta. No entanto há quem diga, como o editor da nova edição portuguesa da Editora Exclamação (ex-Planeta Vivo), o biólogo Nuno Gomes, que, tecnicamente, o certo seria “A ascendência do homem”, pois é de ascendência que o livro trata, e não de descendência.

Fica aqui o convite para essa nossa nova atividade: vamos conferir?

Tradução dos três primeiros capítulos do Tetrabiblos de Ptolomeu

Clique na imagem para ver a tradução dos três primeiros capítulos do Tetrabiblos (tem uma versão comentada e uma sem comentários). Essa publicação tão esperada é fruto de um trabalho de 10 anos que fiz com o meu amigo Marcus Reis Pinheiro (UFF) e do qual nos orgulhamos deveras. Em breve esse material sairá em livro pela EdUEM, junto com os estudos que fizemos sobre a obra de Ptolomeu e as cosmologias antigas. Vale lembrar que, por incrível que pareça, este é o primeiro texto de Ptolomeu traduzido direto do grego para o português.

Em construção

Confiram lá este novo periódico! Além de textos maravilhosos dos amigos – inclusive uma resenha da Francine sobre o último livro de Paul Feyerabend -, há lá um artigo meu sobre autoria científica, uma tradução que fiz da introdução do livro Ciência como arte (Wissenschaft als Kunst), de Feyerabend, e um texto que preparei sobre a entrevista que ele deu em 1993.

Sobre as traduções da Origem das espécies, de Charles Darwin

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Em 2017 estarei afastada das minhas atividades na UEM para levar a cabo uma pesquisa de pós-doc sobre as traduções da Origem em português. O projeto, que se encontra aqui, será realizado na Universidade de Lisboa (UL) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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Pérolas dos alunos – Amanda

Amanda Beatriz Kawano Bakosh - aluna de Bioquimica/2016

Amanda Beatriz Kawano Bakoshi – aluna de Bioquimica/2016

Um voo através dos paradigmas

Machado de Assis escreveu o conto “Ideias do canário”, o qual conta a história de Macedo, um estudioso de ornitologia, que conversa com um canário que encontrou em uma loja de belchior. Já Thomas Kuhn escreveu A estrutura das revoluções científicas, obra que propõe um novo olhar para a ciência, e apresenta conceitos e ideias que podem ser pensados junto com o conto de Machado de Assis; isso pode ser feito explicando os conceitos de Kuhn, e depois relacionando-os com a história do canário, de modo a identificar a semelhança entre as duas histórias, deixando evidente como o conto pode ilustrar o conceito de paradigma.

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EAIC 2016 – apresentação do Vitor – Deixa o Darwin falar!

Apresentação do trabalho de PIBIC do Vitor no Encontro Anual de Iniciação Científica, que aconteceu no dia 14 de outubro de 2016 na UEM:

 

EAIC 2016 – Vitor e Wendell

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Missão cumprida a contento! Vitor, Wendell e suas orgulhosas orientadoras, Cristina e Marta, no almoço vegano após as apresentações no Encontro Anual de Iniciação Científica. Isso aconteceu na UEM no dia 14 de outubro de 2016. Mais sobre esses trabalhos na aba Projetos/PIBIC 2015-6 aí em cima.

Clube de Revista: Um discurso sobre as ciências

Nesta quinta-feira (6 de outubro) às 17:30h, faremos nosso Clube de Revista com um convidado especial: Rodrigo Bischoff Belli, doutorando em Ciências Sociais pela Unesp e professor colaborador da nossa área de Metep (DFE/UEM). Rodrigo nos apresentará o texto do Boaventura de Sousa Santos, Um discurso sobre as ciências (2010), que já está na sua sétima edição brasileira pela editora paulista Cortez, mas que foi publicado originalmente em 1987:

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Diz Rodrigo:

Em Um discurso sobre as ciências, o sociólogo Boaventura de Sousa Santos desenvolve um tema candente na metade final do século XX: a crise paradigmática da ciência moderna. As promessas que estariam atreladas à constituição desse paradigma e que deveriam ser cumpridas de acordo com seus idealizadores ou foram realizadas em demasia ou não o foram. Ter-se-ia, então, a percepção da deficiência do desenvolvimento tanto da ciência quanto da modernidade, o que acarretaria na descrença em seus respectivos conteúdos. Porém, Santos não admite a opção de cruzar os braços e considerar que tudo esteja perdido, ou que esta situação de crise nada mais seja que um momento de realização da natureza humana. O sociólogo português identifica nesse momento de crise um verdadeiro momento de transição. Ao contrário de um possível “fim da história”, a crise paradigmática da ciência seria, na verdade, um momento de perda da legitimidade do paradigma dominante. Baseado nesses questionamentos seria possível forjar um novo paradigma, um novo modelo de ação científica que poderia ser mais feliz do que seu antecessor no que tange às suas aspirações. Esta novidade seria o paradigma pós-moderno. Além do percurso de formação dessa proposta e de seus desdobramentos, apresentaremos como ela possui contradições que a direcionam num sentido contrário ao pretendido.

Seminários Feyerabend: A ciência em uma sociedade livre

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Os seminários deste ano giram em torno de A ciência em uma sociedade livre, de Paul Feyerabend. Esse livro foi escrito ainda nos anos 1970, mas depois da primeira edição de Contra o método (clique aqui para ver o registro da nossa atividade Oficina Contra o Método). Só recentemente foi traduzido no Brasil por Vera Joscelyne e publicado pela Editora da Unesp em 2011. Nesse livro, Feyerabend enfatiza a relação entre ciência e sociedade, tão cara aos science studies, que, no entanto, parecem não explorar essa relação até as últimas consequências como ele.

Leituras do livro Darwinismo, de Alfred R. Wallace

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Neste ano de 2016 iniciamos mais uma atividade, a leitura do livro Darwinismo: uma exposição da teoria da seleção natural com algumas de suas aplicações, de Alfred Russel Wallace (1823-1913), coautor da teoria da evolução por seleção natural. Lançado originalmente em 1889, o livro foi recentemente traduzido no Brasil por Antonio Danesi e publicado pela Edusp em 2012. Esse e outros textos originais de Wallace se encontram digitalizados em seu arquivo na internet: http://wallace-online.org/.

Pérolas dos alunos – Beatriz

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Beatriz Vesco Diniz – aluna de Biomedicina/2016

O canário kuhniano

Thomas Kuhn trouxe, com A estrutura das revoluções científicas, uma nova abordagem da ciência, causando novas reflexões sobre essa área tão valorizada pela sociedade. É possível estabelecer uma ligação entre as ideias de Kuhn e o conto “Ideias do Canário”, de Machado de Assis, e é este o objetivo da dissertação que se segue: analisar o conto machadiano, relacionando-o com os conceitos de Kuhn, através de uma síntese de ambos e posteriormente estabelecendo a ligação entre eles.

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Spencer, honorável monista ingênuo

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Em julho/2016 fizemos um Clube de Revista sobre o evolucionismo de Spencer. Não por gosto, mas por necessidade, tendo em vista que, por conta das nossas pesquisas sobre Darwin e Wallace,  já sabíamos de antemão que a recepção do darwinismo tem uma coloração spenceriana. Discutimos o seu livro sobre o progresso, Progress, its law and cause, traduzido às vezes como Do progresso, sua lei e sua causa, às vezes como Lei e causa do progresso.

Veja o que a Marta escreveu sobre a nossa conversa.

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Origem das espécies – capítulo 15

 

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Texto da Marta

Por fim, chegamos ao último capítulo de A origem das espécies, de Charles Darwin, após dois anos e meio de leitura nas tertúlias de quarta-feira do GP de Science Studies da UEM, sob coordenação da professora Cristina de Amorim Machado. Como escreveu nossa querida amiga e estudiosa de Darwin, Anna Carolina Regner, a obra de Darwin revolucionou os estudos dos campos das ciências biológicas e a nossa maneira de ver e conceber a atividade científica.  Ela também nos lembra que (Regner, 2009):

“Na Inglaterra, a história natural que Darwin encontrou confundia-se com uma “teologia natural”, quando os naturalistas (muitas vezes pacatos párocos) tomavam a aparente perfeição de adaptações e coadaptações como evidências de desígnio divino, enfatizando a harmonia de toda a natureza. O pano de fundo das indagações vinha marcado por grandes polêmicas, a respeito das quais o pensamento de Charles Darwin será decisivo.”

No capítulo 15, “Recapitulação e conclusão”, Darwin nos oferece um resumo belíssimo da sua teoria. Nesse capítulo, ele revê os anteriores, desenhando seu percurso e enunciando, ao final, sua colaboração para a compreensão da história da natureza.

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Origem das espécies – capítulos 10 e 11

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Minha mãe, Odete, representante da Unati nas nossas leituras de Darwin, preparou o seguinte resumo dos capítulos 10 e 11, respectivamente “Sobre a imperfeição dos registros geológicos” e “Sobre a sucessão geológica dos seres organizados”:

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