Ciência e Arte em Jung (continuação)

O sétimo capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, que se chama “Psicologia e poesia” e foi publicado em 1930, parece ter uma continuidade em relação ao anterior, repetindo e aprofundando alguns conceitos já apresentados antes, bem como a crítica à psicanálise, ao dogmatismo e ao racionalismo. Há um destaque aqui à diferenciação entre obra de arte e artista, que se reflete inclusive nos títulos das duas seções do texto – “A obra” e “O poeta”, como veremos a seguir. Mas antes Jung nos fala dessa relação profunda entre literatura e psicologia, mostrando que uma coisa é analisar a estrutura psicológica de uma obra de arte, e outra, as circunstâncias psicológicas do homem criador. O objeto da primeira é a obra de arte, fruto intencional de atividades anímicas complexas, e o da segunda, o ser humano, seu aparelho psíquico. Apesar de relacionadas, não se explicam mutuamente:

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Publicação da Beth

Tese defendida com louvor e artigo publicado na sequência.

Salve Beth, orgulho de ser sua irmã!

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Convite para o GT Paul Feyerabend

Prezada(o) colega,

É com alegria e satisfação que gostaríamos de convidá-la(o) a conhecer e se integrar ao Grupo de Trabalho (GT) Paul Feyerabend para a América Latina. Inicialmente com seus membros apenas no Brasil, pretendemos expandir nossa parceria e, efetivamente, atuar em toda a América Latina. 


O GT Paul Feyerabend tem como objetivo geral congregar pesquisadores, professores, estudantes de pós-graduação e público em geral, engajando todos em um espaço democrático de promoção, debate e divulgação de pesquisas acadêmicas sobre a obra do físico e filósofo da ciência Paul Karl Feyerabend (1924-1994). Para tanto, o objetivo do GT Paul Feyerabend consiste em atuar no fomento, organização e divulgação de informações relevantes a respeito de publicações, oferecimento de cursos e disciplinas, organização de grupos de leitura e eventos acadêmico-culturais dentro e fora do ambiente estritamente universitário, além de fornecer suporte acadêmico-científico a iniciativas institucionais diversas relacionadas ao pensador austríaco. 


Enquanto grupo integrante da iniciativa internacional liderada por Grazia Borrini-Feyerabend e Matteo Collodel, o GT Paul Feyerabend atuará diretamente na organização de um congresso alusivo ao centenário de nascimento de Paul Feyerabend a ser realizado no Brasil, no ano de 2024, reunindo pesquisadores de toda a América Latina. Congressos em outros países latino-americanos serão bem-vindos, contando com a colaboração do GT Paul Feyerabend. Desse(s) congresso(s) esperamos editar um volume dedicado aos Latin American Studies on Paul Feyerabend’s Philosophy.    


Consulte o site https://sites.google.com/view/gtpaulfeyerabend/ para maiores informações sobre as propostas e ações do GT Paul Feyerabend até o momento, e para mais detalhes relacionados ao “Centenário Paul Feyerabend (1994-2024)”. Para aceitar nosso convite, dirimir dúvidas, fazer solicitações ou enviar contribuições, encaminhe, por gentileza, um e-mail para: gtpaulfeyerabend@gmail.com.


Com os melhores votos de que à alegria e satisfação pelo contato some-se a honra por tê-la(o) conosco, cordialmente despedimo-nos.


GT Paul Feyerabend

Gracejo de sexta

https://www.umsabadoqualquer.com/

Ciência e Arte em Jung

No capítulo “Relação da psicologia analítica com a obra de arte poética”, que é uma palestra proferida em 1922, Jung entra diretamente na questão-chave do seu livro, O espírito na arte e na ciência, que tem sido objeto dos nossos Seminários Ciência & Arte às quartas. Ele começa com uma crítica ao reducionismo psicológico, que se desdobra numa crítica à interpretação psicanalítica das obras de arte, para nos brindar com uma aula sobre alguns conceitos importantes da sua psicologia analítica, como complexo autônomo, inconsciente coletivo e arquétipo, que podem ser mais produtivos para pensar a arte. Mas vamos por partes.

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Evento: Academia Celeste Convida

Jung, leitor de Wilhelm

Jung_Wilhelm

O quinto capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, chama-se “Em memória de Richard Wilhelm”. Escrito em 1930 para uma palestra em memória de seu amigo, carinhosamento chamado por ele de “espírito que lançou uma ponte entre Oriente e Ocidente” (JUNG, 2011, p. 55) ou “o mensageiro da China” (ibid., p. 63), que havia morrido poucos dias antes.

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A lógica da vida, introdução: o programa

Na primeira parte da introdução, Jacob contextualiza a noção de programa, tão cara ao nosso entendimento de hereditariedade atualmente. Para isso apresenta alguns conceitos-chave, além de problemas conceituais que se produziram ou desapareceram a partir dessa nova perspectiva (p. 9-17). Na segunda parte, o autor recupera uma discussão importante sobre a historiografia das ciências, mostrando duas diferentes concepções e respectivas interpretações, e ilustrando sua adesão a uma delas com exemplos comparativos (p. 17-23). Na terceira parte, vemos uma síntese em quatro momentos da história da biologia que o livro vai nos contar (p. 23-24).

[EM CONSTRUÇÃO]

Jung, leitor de Freud

Os capítulos 3 e 4 do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, são dedicados a Freud. O primeiro, publicado em 1932, chama-se “Sigmund Freud, um fenômeno histórico-cultural”; e o segundo, publicado logo depois da morte de Freud, chama-se “Sigmund Freud (1939)”.

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A lógica da vida, prefácio

              François Jacob (sentado) e Jacques Monod no Instituto Pasteur em 1971

Pouco antes dessa foto aí em cima, François Jacob (1920-2013) havia publicado o seu livro A lógica da vida, que estamos lendo e discutindo nos nossos encontros às quartas-feiras. Além de ser considerado um dos fundadores da biologia molecular, e de ter dado uma contribuição monumental às ciências da vida (Prêmio Nobel de 1965 junto com Jacques Monod e André Lwoff por sua pesquisa em regulação genética), Jacob tem uma visão de filosofia e história da biologia extremamente esclarecedora.

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Nova edição do minicurso sobre o Tetrabiblos – dias 27 e 28 de fevereiro

Jung, leitor de Paracelso

O primeiro capítulo de O espírito na arte e na ciência, de Jung, se chama “Paracelso”, e é uma palestra proferida em 1929. Para caracterizar seu sujeito de estudo, Jung começa falando do mapa astral de Paracelso (1493-1541), nascido com o Sol em Escorpião, que é regido por Marte: “Paracelso não desmentiu esta natividade” (p. 9): tornou-se médico e uma pessoa deveras briguenta.

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Leitura de François Jacob

Mais uma nova atividade: esta semana vamos começar a ler juntos A lógica da vida: uma história da hereditariedade, de François Jacob. Esse livro, traduzido no Brasil por Ângela Loureiro de Souza e publicado pela Editora Graal em 1983, foi escrito originalmente em 1970 pelo prêmio nobel de fisiologia e medicina (1965) François Jacob. Segundo Foucault, “é a mais notável história da biologia escrita até o momento”.

Seminários Ciência & Arte

Esta semana começamos uma nova atividade: Seminários Ciência & Arte. Da bibliografia já apresentada aqui, daremos o pontapé inicial com o livro do Jung, O espírito na arte e na ciência.

Publicado originalmente em 1971, 10 anos após a morte de Jung, esse livro contém uma coletânea de ensaios sobre Paracelso, Freud, Wilhelm, a relação entre psicologia e poesia, o Ulisses de Joyce e Picasso. Traduzido por Maria de Moraes Barros, o livro foi publicado no Brasil em 2011 pela petropolitana Editora Vozes.

Ciência & Arte

Este ano decidimos entrar de sola no nosso projeto de pesquisa: Ciência e arte na perspectiva dos Science Studies. Vamos começar com uma miscelânea teórica alimentada por exemplos que podem virar estudos de caso (a astrologia de Manilius e Ptolomeu, a visão de mundo estética de Galileu, Kepler e Newton, a obra de Da Vinci e Goethe, a produção centífico-artística de Haeckel, Ramon y Cajal e Margaret Mee). São estes os textos teóricos:

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