Ciência e Arte em Jung

No capítulo “Relação da psicologia analítica com a obra de arte poética”, que é uma palestra proferida em 1922, Jung entra diretamente na questão-chave do seu livro, O espírito na arte e na ciência, que tem sido objeto dos nossos Seminários Ciência & Arte às quartas. Ele começa com uma crítica ao reducionismo psicológico, que se desdobra numa crítica à interpretação psicanalítica das obras de arte, para nos brindar com uma aula sobre alguns conceitos importantes da sua psicologia analítica, como complexo autônomo, inconsciente coletivo e arquétipo, que podem ser mais produtivos para pensar a arte. Mas vamos por partes.

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Evento: Academia Celeste Convida

Jung, leitor de Wilhelm

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O quinto capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, chama-se “Em memória de Richard Wilhelm”. Escrito em 1930 para uma palestra em memória de seu amigo, carinhosamento chamado por ele de “espírito que lançou uma ponte entre Oriente e Ocidente” (JUNG, 2011, p. 55) ou “o mensageiro da China” (ibid., p. 63), que havia morrido poucos dias antes.

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A lógica da vida, introdução: o programa

Na primeira parte da introdução, Jacob contextualiza a noção de programa, tão cara ao nosso entendimento de hereditariedade atualmente. Para isso apresenta alguns conceitos-chave, além de problemas conceituais que se produziram ou desapareceram a partir dessa nova perspectiva (p. 9-17). Na segunda parte, o autor recupera uma discussão importante sobre a historiografia das ciências, mostrando duas diferentes concepções e respectivas interpretações, e ilustrando sua adesão a uma delas com exemplos comparativos (p. 17-23). Na terceira parte, vemos uma síntese em quatro momentos da história da biologia que o livro vai nos contar (p. 23-24).

[EM CONSTRUÇÃO]

Jung, leitor de Freud

Os capítulos 3 e 4 do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, são dedicados a Freud. O primeiro, publicado em 1932, chama-se “Sigmund Freud, um fenômeno histórico-cultural”; e o segundo, publicado logo depois da morte de Freud, chama-se “Sigmund Freud (1939)”.

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A lógica da vida, prefácio

              François Jacob (sentado) e Jacques Monod no Instituto Pasteur em 1971

Pouco antes dessa foto aí em cima, François Jacob (1920-2013) havia publicado o seu livro A lógica da vida, que estamos lendo e discutindo nos nossos encontros às quartas-feiras. Além de ser considerado um dos fundadores da biologia molecular, e de ter dado uma contribuição monumental às ciências da vida (Prêmio Nobel de 1965 junto com Jacques Monod e André Lwoff por sua pesquisa em regulação genética), Jacob tem uma visão de filosofia e história da biologia extremamente esclarecedora.

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Nova edição do minicurso sobre o Tetrabiblos – dias 27 e 28 de fevereiro

Jung, leitor de Paracelso

O primeiro capítulo de O espírito na arte e na ciência, de Jung, se chama “Paracelso”, e é uma palestra proferida em 1929. Para caracterizar seu sujeito de estudo, Jung começa falando do mapa astral de Paracelso (1493-1541), nascido com o Sol em Escorpião, que é regido por Marte: “Paracelso não desmentiu esta natividade” (p. 9): tornou-se médico e uma pessoa deveras briguenta.

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Leitura de François Jacob

Mais uma nova atividade: esta semana vamos começar a ler juntos A lógica da vida: uma história da hereditariedade, de François Jacob. Esse livro, traduzido no Brasil por Ângela Loureiro de Souza e publicado pela Editora Graal em 1983, foi escrito originalmente em 1970 pelo prêmio nobel de fisiologia e medicina (1965) François Jacob. Segundo Foucault, “é a mais notável história da biologia escrita até o momento”.

Seminários Ciência & Arte

Esta semana começamos uma nova atividade: Seminários Ciência & Arte. Da bibliografia já apresentada aqui, daremos o pontapé inicial com o livro do Jung, O espírito na arte e na ciência.

Publicado originalmente em 1971, 10 anos após a morte de Jung, esse livro contém uma coletânea de ensaios sobre Paracelso, Freud, Wilhelm, a relação entre psicologia e poesia, o Ulisses de Joyce e Picasso. Traduzido por Maria de Moraes Barros, o livro foi publicado no Brasil em 2011 pela petropolitana Editora Vozes.

Ciência & Arte

Este ano decidimos entrar de sola no nosso projeto de pesquisa: Ciência e arte na perspectiva dos Science Studies. Vamos começar com uma miscelânea teórica alimentada por exemplos que podem virar estudos de caso (a astrologia de Manilius e Ptolomeu, a visão de mundo estética de Galileu, Kepler e Newton, a obra de Da Vinci e Goethe, a produção centífico-artística de Haeckel, Ramon y Cajal e Margaret Mee). São estes os textos teóricos:

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Campanha de comercialização dos livros do Felipe Costa

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Para obter mais informações, entre em contato com o Felipe pelo e-mail meiterer@hotmail.com

Nova publicação da Marta

Novas publicações do Pedro

Quinto Stellium da Academia Celeste – minicurso