Artigo novo no pedaço!

Clique na capa para ver o artigo “Uma breve história das traduções árabes do Tetrabiblos” no site da revista.

A biogeografia na Origem

Excelente seminário da Isabelly feito durante a disciplina optativa Seminários de Pesquisa em História e Epistemologia das Ciências em novembro de 2021. Parabéns! Clique aqui para ver os slides.

Primavera Feyerabend: Clube de Leitura

Finalizamos hoje a leitura da autobiografia de Feyerabend! Livro muito esclarecedor – com gostinho de quero mais – sobre a vida e a obra desse nosso tão querido autor.

Sexto Stellium da Academia Celeste

Primavera Feyerabend: Oficina de Tradução

Esta atividade tem como objetivo ler, discutir e propor uma versão de estudo em português para o Naturphilosophie, livro não publicado em vida por Feyerabend, mas que foi recentemente desengavetado por pesquisadores da obra dele. Apesar de muitas ideias desse livro aparecerem em outras publicações, vale a pena conhecer esse material dedicado exclusivamente à filosofia da natureza. Já existem traduções para o inglês, o espanhol e o francês, que estamos cotejando com o original em alemão. Sem dúvida essa oficina é um desafio, mas também uma atividade extremamente enriquecedora. Se quiser se juntar a nós, entre em contato pelo e-mail cristina_machado@yahoo.com.

Primavera Feyerabend: Clube de Leitura

Começamos nossas atividades com uma leitura dramatizada do diálogo “Fantasia platônica”, que se encontra na edição brasileira Diálogos sobre o conhecimento, publicada em 2001 pela Editora Perspectiva, com tradução e notas de Gita K. Guinsburg. Em seguida, a ideia é discutir a autobiografia de Feyerabend, Matando o tempo. A partir de janeiro e até o centenário de Feyerabend em 2024, leremos os principais livros dele que temos em português, Contra o método (de janeiro a junho de 2022), A ciência em uma sociedade livre (de julho a dezembro de 2022), Adeus à razão (de janeiro a junho de 2023), Conquista da abundância (de julho a dezembro de 2023) e Ciência, um monstro (de janeiro a junho de 2024). Junte-se a nós nessa empreitada feyerabendiana! Se tiver interesse, entre em contato pelo e-mail cristina_machado@yahoo.com.

Livro novo (e lindo) no pedaço!

Clique aqui para ir até a Livraria da Física, editora do livro. Veja o sumário abaixo:

Prefácio a três (Maria Cristina Machado Motta, Fernando Fragozo e Antonio Augusto Passos Videira)

O valor da ciência e a superação da dicotomia entre o epistemicismo e o instrumentalismo utilitário (Vinícius Carvalho da Silva)

La ciencia, la historia y las tonalidades (Juan Queijo)

Los orígenes de la filosofía de la cienciay el empirismo lógico (María de Paz)

O raciocínio por semelhança nas ciências:o caso da Origem das espécies, de Charles Darwin (Cristina de Amorim Machado)

Carta a um/a jovem cientista – e, assim,a ciência criou o negacionismo à sua imagem e semelhança (André Luís de Oliveira Mendonça)

As diversas faces da dúvida – ceticismo, negacionismo e confiança nas ciências (Mônica Ferreira Corrêa e Mariano Gazineu David)

Fenomenologia, ontologia e ciência:interlocuções entre Heidegger, Popper e Kuhn (Fernando Américo Teixeira Delavy, Rogério Tolfo e Vítor Gustavo Ribeiro de Matos)

O desafio de Heidegger: pensar a metafísica e a técnicapara entender a ciência moderna (Fernando Fragozo e Maria Cristina M. Motta)

Epistemologias feministas: conhecimento situadoe solidariedade em perspectiva (Maria Helena Silva Soares)

Ideias de Krenak e Viveiros de Castro

Trecho do posfácio escrito por Eduardo Viveiros de Castro para o livro Ideias para adiar o fim do mundo, de Aílton Krenak.

A lógica da vida, capítulo 3: o tempo

Resumo feito pela gloriosa Marta Bellini:

Mais do que um conceito abstrato, no capítulo 3 de A lógica da vida, Jacob enuncia o tempo como a duração indissociável da origem do mundo e de sua evolução. Uma duração é o entrelaçamento da história das espécies, sua permanência e sua variação, ampliação, imanência, contínua, persistente. Dos seres mais rudimentares aos mais complexos, todo ser vivo sobrevém de uma sucessão de transformações conforme os novos naturalistas do século XVIII. A ideia de tempo está ligada às ideias de origem, continuidade e contingência (acaso, circunstância), diz Jacob (p. 137).  Origem porque considera o surgimento da vida na Terra, continuidade porque somente do ser vivo aparecem outros seres vivos; contingência porque não há, na natureza, nenhum a priori para a existência do mundo vivo assim como é hoje. Todo ser vivo está associado ao espaço que o circunda e ao tempo que levou para chegar ao mundo de hoje.

Continuar Lendo →

A lógica da vida, capítulo 1: a estrutura visível

O primeiro capítulo do livro se chama “A estrutura visível” e trata do que Jacob denomina de estrutura de ordem um (seguida depois por três ordens que nela se encaixam “como bonecas russas” (p. 23): organização, célula e molécula, cada uma tratada num capítulo). Esse primeiro nível se identifica na virada do século XVI para o XVII e até o XVIII, época em que o ser vivo é visto como uma combinação de estruturas visíveis cuja continuidade é garantida pela pré-formação; a espécie é entendida como entidade fixa, um sistema inerte; e as ciências da vida têm como objetivo classificar os seres e como objeto a análise dessa estrutura visível. São tempos de animismo, de harmonia prestabelecida e de representação, ou seja, há uma concordância entre sujeito e objeto. Assim como Foucault (2000, p. 10-29), em seu texto “A prosa do mundo”, nos fala da mudança de estatuto do raciocínio por semelhança com o advento da modernidade, Jacob aqui nos narra essa mesma mudança no que diz respeito à explicação da manutenção da estrutura visível, que vai migrando gradativamente da noção de geração (criação e preformação) para a de reprodução (hereditariedade) no final do século XVIII.

Continuar Lendo →

Pedro, leitor de Darwin e Mendel

Hoje o Pedro nos brindou com um aulão sobre Darwin e Mendel! Essa atividade tem a ver com o capítulo 4 do livro Lógica da vida, do François Jacob, e, claro, com as nossas leituras de Darwin. Clique aqui para ver os slides.

Evento: Academia Celeste Convida II

A lógica da vida, capítulo 2: a organização

Resumo feito pela gloriosa Marta Bellini

Vimos na Introdução e no capítulo 1 deste livro o uso de metáforas organizacionais para sustentar a argumentação sobre a vida, sua reprodução e manutenção.

Jacob, neste capítulo, vai tratar da nova concepção dos seres vivos, após a segunda metade do século XVIII, e na passagem ao século XIX. Neste período, os seres vivos serão compreendidos de outra forma, ou seja, como seres organizados, estruturados em conjuntos tridimensionais de moléculas que regeriam suas propriedades e seus comportamentos. Jacob afirma (1983, p. 81) bem o que vai abordar no capítulo 2, “É pela organização que os seres se distinguem das coisas”. É na passagem do século XVIII ao XIX que uma nova ciência emerge não mais como classificatória dos seres vivos, mas tendo como objeto de estudo a sua organização.

Continuar Lendo →

A lógica da vida, introdução: o programa

Na primeira parte da introdução, que se chama “O programa”, Jacob começa nos lembrando da noção bastante evidente da “formação do semelhante pelo semelhante” (p. 9), dessa forma que permanece ao longo das gerações e que, aliada à experiência, permitiu que nossos ancestrais transformassem plantas e animais a nosso favor. Apesar dessa prática de manipulação milenar e do conhecimento aí desenvolvido, muitas explicações conflitantes circularam – e por que não dizer que ainda circulam – sobre o tema. Ele contextualiza a noção de programa, tão cara ao nosso entendimento de hereditariedade atualmente, que é descrita “em termos de informação, mensagens, código. […]. O que se transmite, de geração em geração, são as ‘instruções’ […]. O organismo torna-se assim a realização de um programa prescrito pela hereditariedade. A intenção de uma Psyché foi substituída pela tradução de uma mensagem.” (p. 10). E acredita que, com isso, algumas discussões conceituais desapareceram, como as que opunham “finalidade e mecanismo, necessidade e contingência, estabilidade e variação” (p. 10).

Continuar Lendo →

Ciência e Arte em Jung (continuação)

O sétimo capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, que se chama “Psicologia e poesia” e foi publicado em 1930, parece ter uma continuidade em relação ao anterior, repetindo e aprofundando alguns conceitos já apresentados antes, bem como a crítica à psicanálise, ao dogmatismo e ao racionalismo. Há um destaque aqui à diferenciação entre obra de arte e artista, que se reflete inclusive nos títulos das duas seções do texto – “A obra” e “O poeta”, como veremos a seguir. Mas antes Jung nos fala dessa relação profunda entre literatura e psicologia, mostrando que uma coisa é analisar a estrutura psicológica de uma obra de arte, e outra, as circunstâncias psicológicas do homem criador. O objeto da primeira é a obra de arte, fruto intencional de atividades anímicas complexas, e o da segunda, o ser humano, seu aparelho psíquico. Apesar de relacionadas, não se explicam mutuamente:

Continuar Lendo →