Mais sobre a autobiografia de Darwin

Texto do Pedro:

Darwin por Darwin

Todos nós conhecemos Darwin, já ouvimos seu nome, sabemos o que ele defendia, vivemos seu legado. Isso por si só já mantém vivo um homem que nos deixou há mais de 130 anos.

Mas será que o conhecemos mesmo? E mais importante, será que temos como conhecer? Afinal de contas, estamos falando de alguém que já se foi há muito tempo, alguém que viveu antes da mídia gravada. Será que material suficiente sobreviveu às décadas para que hoje possamos desvendar o quase mítico naturalista pai de vários campos da ciência contemporânea?

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Fotos do EAIC 2017

A cara de felicidade por conta da missão cumprida a contento:

Parabéns para a gente! Trabalho maravilhoso que ainda promete outros frutos!

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Pedro no EAIC 2017 – Citações e colaboradores de Darwin na Origem

Slides do seminário sobre a autobiografia de Darwin

O Pedro preparou uma excelente apresentação para o seu seminário sobre a autobiografia de Darwin. Clique na imagem abaixo para ver o arquivo de slides:

Slides dos seminários sobre A Origem do Homem

A Marta nos brindou com dois seminários sobre o livro A origem do homem, de Charles Darwin, que temos preferido chamar de A ascendência do homem. Clique nas imagens abaixo para ver os slides:

Autobiografia de Darwin

Nesta semana, além da apresentação no XXVI EAIC, o Pedro vai nos apresentar sua recente leitura, a Autobiografia de Charles Darwin. O seminário será na sexta-feira, dia 20 de outubro, às 17:30h. Veja o resumo:

Este seminário abordará a autobiografia de Darwin, um retorno à bibliografia primária, na qual podemos ver Darwin segundo Darwin. A autobiografia, começada em 1876 e escrita até o fim da vida do autor, só foi impressa integralmente em 1959 devido aos esforços de restaurar a versão impressa anterior, publicada em 1887 por Francis Darwin e censurada pelos membros da família. Nela temos uma visão da vida de Darwin em diversos aspectos, desde sua história pessoal, suas opiniões e sentimentos sobre quase tudo que o cercava.

Na quarta, às 17:30h, continuaremos com o seminário da Marta sobre a A origem do homem.

Jornada Feyerabend

Este é o livro póstumo de Paul Feyerabend. Inacabado, o livro foi cuidadosamente editado por sua esposa, Grazia Borrini-Feyerabend, e seu amigo, Bert Terpstra, e publicado originalmente em 1999. Entre nós, a tradução de Cecilia Prada e Marcelo Rouanet, com a revisão técnica da querida professora Anna Carolina Regner, saiu em 2006 pela Editora Unisinos.

Além do manuscrito inacabado de Feyerabend, que compõe a primeira parte do livro, os editores fizeram uma seleção de 12 artigos e ensaios relacionados com o que foi tratado no manuscrito pelo autor. De maneira geral, podemos dizer que aqui Feyerabend trata da questão do realismo, encaminhando-a pela sua permanente discussão com a tirania dos universais, que já se pode perceber no subtítulo: “Uma história da abstração versus a riqueza do ser”.

Esta semana faremos uma Jornada Feyerabend dedicada a esse livro na sexta-feira, dia 23 de junho de 2017, começando às 10h na sala 223 do bloco I-12. Participe!

Leituras de Darwin: Origem do homem?

Este ano iniciamos a leitura do livro de Darwin conhecido como A origem do homem. Coloquei uma interrogação no título desta postagem porque, assim como em A origem das espécies, o título já é um problema, mas por outros motivos. No caso de A origem das espécies, o original é The origin of species mesmo, e o que se pode questionar é se o título dado por Darwin é adequado ao conteúdo, tendo em vista que ele não está propriamente tratando nem de origem nem de espécies.

Neste caso, o original é The descent of man, que, sim, claro, pode ser traduzido como “A origem do homem” e assim tem circulado, muito provavelmente pela influência do seu livro-irmão. Outra tradução que também circula por aí é “A descendência do homem”, que, linguisticamente, também está correta, inclusive é a tradução mais direta. No entanto há quem diga, como o editor da nova edição portuguesa da Editora Exclamação (ex-Planeta Vivo), o biólogo Nuno Gomes, que, tecnicamente, o certo seria “A ascendência do homem”, pois é de ascendência que o livro trata, e não de descendência.

Fica aqui o convite para essa nossa nova atividade: vamos conferir?

Tradução dos três primeiros capítulos do Tetrabiblos de Ptolomeu

Clique na imagem para ver a tradução dos três primeiros capítulos do Tetrabiblos (tem uma versão comentada e uma sem comentários). Essa publicação tão esperada é fruto de um trabalho de 10 anos que fiz com o meu amigo Marcus Reis Pinheiro (UFF) e do qual nos orgulhamos deveras. Em breve esse material sairá em livro pela EdUEM, junto com os estudos que fizemos sobre a obra de Ptolomeu e as cosmologias antigas. Vale lembrar que, por incrível que pareça, este é o primeiro texto de Ptolomeu traduzido direto do grego para o português.

Em construção

Confiram lá este novo periódico! Além de textos maravilhosos dos amigos – inclusive uma resenha da Francine sobre o último livro de Paul Feyerabend -, há lá um artigo meu sobre autoria científica, uma tradução que fiz da introdução do livro Ciência como arte (Wissenschaft als Kunst), de Feyerabend, e um texto que preparei sobre a entrevista que ele deu em 1993.

Sobre as traduções da Origem das espécies, de Charles Darwin

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Em 2017 estarei afastada das minhas atividades na UEM para levar a cabo uma pesquisa de pós-doc sobre as traduções da Origem em português. O projeto, que se encontra aqui, será realizado na Universidade de Lisboa (UL) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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Pérolas dos alunos – Amanda

Amanda Beatriz Kawano Bakosh - aluna de Bioquimica/2016

Amanda Beatriz Kawano Bakoshi – aluna de Bioquimica/2016

Um voo através dos paradigmas

Machado de Assis escreveu o conto “Ideias do canário”, o qual conta a história de Macedo, um estudioso de ornitologia, que conversa com um canário que encontrou em uma loja de belchior. Já Thomas Kuhn escreveu A estrutura das revoluções científicas, obra que propõe um novo olhar para a ciência, e apresenta conceitos e ideias que podem ser pensados junto com o conto de Machado de Assis; isso pode ser feito explicando os conceitos de Kuhn, e depois relacionando-os com a história do canário, de modo a identificar a semelhança entre as duas histórias, deixando evidente como o conto pode ilustrar o conceito de paradigma.

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EAIC 2016 – apresentação do Vitor – Deixa o Darwin falar!

Apresentação do trabalho de PIBIC do Vitor no Encontro Anual de Iniciação Científica, que aconteceu no dia 14 de outubro de 2016 na UEM:

 

EAIC 2016 – Vitor e Wendell

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Missão cumprida a contento! Vitor, Wendell e suas orgulhosas orientadoras, Cristina e Marta, no almoço vegano após as apresentações no Encontro Anual de Iniciação Científica. Isso aconteceu na UEM no dia 14 de outubro de 2016. Mais sobre esses trabalhos na aba Projetos/PIBIC 2015-6 aí em cima.

Clube de Revista: Um discurso sobre as ciências

Nesta quinta-feira (6 de outubro) às 17:30h, faremos nosso Clube de Revista com um convidado especial: Rodrigo Bischoff Belli, doutorando em Ciências Sociais pela Unesp e professor colaborador da nossa área de Metep (DFE/UEM). Rodrigo nos apresentará o texto do Boaventura de Sousa Santos, Um discurso sobre as ciências (2010), que já está na sua sétima edição brasileira pela editora paulista Cortez, mas que foi publicado originalmente em 1987:

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Diz Rodrigo:

Em Um discurso sobre as ciências, o sociólogo Boaventura de Sousa Santos desenvolve um tema candente na metade final do século XX: a crise paradigmática da ciência moderna. As promessas que estariam atreladas à constituição desse paradigma e que deveriam ser cumpridas de acordo com seus idealizadores ou foram realizadas em demasia ou não o foram. Ter-se-ia, então, a percepção da deficiência do desenvolvimento tanto da ciência quanto da modernidade, o que acarretaria na descrença em seus respectivos conteúdos. Porém, Santos não admite a opção de cruzar os braços e considerar que tudo esteja perdido, ou que esta situação de crise nada mais seja que um momento de realização da natureza humana. O sociólogo português identifica nesse momento de crise um verdadeiro momento de transição. Ao contrário de um possível “fim da história”, a crise paradigmática da ciência seria, na verdade, um momento de perda da legitimidade do paradigma dominante. Baseado nesses questionamentos seria possível forjar um novo paradigma, um novo modelo de ação científica que poderia ser mais feliz do que seu antecessor no que tange às suas aspirações. Esta novidade seria o paradigma pós-moderno. Além do percurso de formação dessa proposta e de seus desdobramentos, apresentaremos como ela possui contradições que a direcionam num sentido contrário ao pretendido.