Livro novo (e lindo) no pedaço!

Clique aqui para ir até a Livraria da Física, editora do livro. Veja o sumário abaixo:

Prefácio a três (Maria Cristina Machado Motta, Fernando Fragozo e Antonio Augusto Passos Videira)

O valor da ciência e a superação da dicotomiaentre o epistemicismo e o instrumentalismo utilitário (Vinícius Carvalho da Silva)

La ciencia, la historia y las tonalidades (Juan Queijo)

Los orígenes de la filosofía de la cienciay el empirismo lógico (María de Paz)

O raciocínio por semelhança nas ciências:o caso da Origem das espécies, de Charles Darwin (Cristina de Amorim Machado)

Carta a um/a jovem cientista – e, assim,a ciência criou o negacionismo à sua imagem e semelhança (André Luís de Oliveira Mendonça)

As diversas faces da dúvida – ceticismo, negacionismo e confiança nas ciências (Mônica Ferreira Corrêa e Mariano Gazineu David)

Fenomenologia, ontologia e ciência:interlocuções entre Heidegger, Popper e Kuhn (Fernando Américo Teixeira Delavy, Rogério Tolfo e Vítor Gustavo Ribeiro de Matos)

O desafio de Heidegger: pensar a metafísica e a técnicapara entender a ciência moderna (Fernando Fragozo e Maria Cristina M. Motta)

Epistemologias feministas: conhecimento situadoe solidariedade em perspectiva (Maria Helena Silva Soares)

Ideias de Krenak e Viveiros de Castro

Trecho do posfácio escrito por Eduardo Viveiros de Castro para o livro Ideias para adiar o fim do mundo, de Aílton Krenak.

A lógica da vida, capítulo 3: o tempo

Resumo feito pela gloriosa Marta Bellini:

Mais do que um conceito abstrato, no capítulo 3 de A lógica da vida, Jacob enuncia o tempo como a duração indissociável da origem do mundo e de sua evolução. Uma duração é o entrelaçamento da história das espécies, sua permanência e sua variação, ampliação, imanência, contínua, persistente. Dos seres mais rudimentares aos mais complexos, todo ser vivo sobrevém de uma sucessão de transformações conforme os novos naturalistas do século XVIII. A ideia de tempo está ligada às ideias de origem, continuidade e contingência (acaso, circunstância), diz Jacob (p. 137).  Origem porque considera o surgimento da vida na Terra, continuidade porque somente do ser vivo aparecem outros seres vivos; contingência porque não há, na natureza, nenhum a priori para a existência do mundo vivo assim como é hoje. Todo ser vivo está associado ao espaço que o circunda e ao tempo que levou para chegar ao mundo de hoje.

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A lógica da vida, capítulo 1: a estrutura visível

O primeiro capítulo do livro se chama “A estrutura visível” e trata do que Jacob denomina de estrutura de ordem um (seguida depois por três ordens que nela se encaixam “como bonecas russas” (p. 23): organização, célula e molécula, cada uma tratada num capítulo). Esse primeiro nível se identifica na virada do século XVI para o XVII e até o XVIII, época em que o ser vivo é visto como uma combinação de estruturas visíveis cuja continuidade é garantida pela pré-formação; a espécie é entendida como entidade fixa, um sistema inerte; e as ciências da vida têm como objetivo classificar os seres e como objeto a análise dessa estrutura visível. São tempos de animismo, de harmonia prestabelecida e de representação, ou seja, há uma concordância entre sujeito e objeto. Assim como Foucault (2000, p. 10-29), em seu texto “A prosa do mundo”, nos fala da mudança de estatuto do raciocínio por semelhança com o advento da modernidade, Jacob aqui nos narra essa mesma mudança no que diz respeito à explicação da manutenção da estrutura visível, que vai migrando gradativamente da noção de geração (criação e preformação) para a de reprodução (hereditariedade) no final do século XVIII.

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Pedro, leitor de Darwin e Mendel

Hoje o Pedro nos brindou com um aulão sobre Darwin e Mendel! Essa atividade tem a ver com o capítulo 4 do livro Lógica da vida, do François Jacob, e, claro, com as nossas leituras de Darwin. Clique aqui para ver os slides.

Evento: Academia Celeste Convida II

A lógica da vida, capítulo 2: a organização

Resumo feito pela gloriosa Marta Bellini

Vimos na Introdução e no capítulo 1 deste livro o uso de metáforas organizacionais para sustentar a argumentação sobre a vida, sua reprodução e manutenção.

Jacob, neste capítulo, vai tratar da nova concepção dos seres vivos, após a segunda metade do século XVIII, e na passagem ao século XIX. Neste período, os seres vivos serão compreendidos de outra forma, ou seja, como seres organizados, estruturados em conjuntos tridimensionais de moléculas que regeriam suas propriedades e seus comportamentos. Jacob afirma (1983, p. 81) bem o que vai abordar no capítulo 2, “É pela organização que os seres se distinguem das coisas”. É na passagem do século XVIII ao XIX que uma nova ciência emerge não mais como classificatória dos seres vivos, mas tendo como objeto de estudo a sua organização.

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A lógica da vida, introdução: o programa

Na primeira parte da introdução, que se chama “O programa”, Jacob começa nos lembrando da noção bastante evidente da “formação do semelhante pelo semelhante” (p. 9), dessa forma que permanece ao longo das gerações e que, aliada à experiência, permitiu que nossos ancestrais transformassem plantas e animais a nosso favor. Apesar dessa prática de manipulação milenar e do conhecimento aí desenvolvido, muitas explicações conflitantes circularam – e por que não dizer que ainda circulam – sobre o tema. Ele contextualiza a noção de programa, tão cara ao nosso entendimento de hereditariedade atualmente, que é descrita “em termos de informação, mensagens, código. […]. O que se transmite, de geração em geração, são as ‘instruções’ […]. O organismo torna-se assim a realização de um programa prescrito pela hereditariedade. A intenção de uma Psyché foi substituída pela tradução de uma mensagem.” (p. 10). E acredita que, com isso, algumas discussões conceituais desapareceram, como as que opunham “finalidade e mecanismo, necessidade e contingência, estabilidade e variação” (p. 10).

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Ciência e Arte em Jung (continuação)

O sétimo capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, que se chama “Psicologia e poesia” e foi publicado em 1930, parece ter uma continuidade em relação ao anterior, repetindo e aprofundando alguns conceitos já apresentados antes, bem como a crítica à psicanálise, ao dogmatismo e ao racionalismo. Há um destaque aqui à diferenciação entre obra de arte e artista, que se reflete inclusive nos títulos das duas seções do texto – “A obra” e “O poeta”, como veremos a seguir. Mas antes Jung nos fala dessa relação profunda entre literatura e psicologia, mostrando que uma coisa é analisar a estrutura psicológica de uma obra de arte, e outra, as circunstâncias psicológicas do homem criador. O objeto da primeira é a obra de arte, fruto intencional de atividades anímicas complexas, e o da segunda, o ser humano, seu aparelho psíquico. Apesar de relacionadas, não se explicam mutuamente:

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Publicação da Beth

Tese defendida com louvor e artigo publicado na sequência.

Salve Beth, orgulho de ser sua irmã!

Clique aqui para ver o artigo na revista

Convite para o GT Paul Feyerabend

Prezada(o) colega,

É com alegria e satisfação que gostaríamos de convidá-la(o) a conhecer e se integrar ao Grupo de Trabalho (GT) Paul Feyerabend para a América Latina. Inicialmente com seus membros apenas no Brasil, pretendemos expandir nossa parceria e, efetivamente, atuar em toda a América Latina. 


O GT Paul Feyerabend tem como objetivo geral congregar pesquisadores, professores, estudantes de pós-graduação e público em geral, engajando todos em um espaço democrático de promoção, debate e divulgação de pesquisas acadêmicas sobre a obra do físico e filósofo da ciência Paul Karl Feyerabend (1924-1994). Para tanto, o objetivo do GT Paul Feyerabend consiste em atuar no fomento, organização e divulgação de informações relevantes a respeito de publicações, oferecimento de cursos e disciplinas, organização de grupos de leitura e eventos acadêmico-culturais dentro e fora do ambiente estritamente universitário, além de fornecer suporte acadêmico-científico a iniciativas institucionais diversas relacionadas ao pensador austríaco. 


Enquanto grupo integrante da iniciativa internacional liderada por Grazia Borrini-Feyerabend e Matteo Collodel, o GT Paul Feyerabend atuará diretamente na organização de um congresso alusivo ao centenário de nascimento de Paul Feyerabend a ser realizado no Brasil, no ano de 2024, reunindo pesquisadores de toda a América Latina. Congressos em outros países latino-americanos serão bem-vindos, contando com a colaboração do GT Paul Feyerabend. Desse(s) congresso(s) esperamos editar um volume dedicado aos Latin American Studies on Paul Feyerabend’s Philosophy.    


Consulte o site https://sites.google.com/view/gtpaulfeyerabend/ para maiores informações sobre as propostas e ações do GT Paul Feyerabend até o momento, e para mais detalhes relacionados ao “Centenário Paul Feyerabend (1994-2024)”. Para aceitar nosso convite, dirimir dúvidas, fazer solicitações ou enviar contribuições, encaminhe, por gentileza, um e-mail para: gtpaulfeyerabend@gmail.com.


Com os melhores votos de que à alegria e satisfação pelo contato some-se a honra por tê-la(o) conosco, cordialmente despedimo-nos.


GT Paul Feyerabend

Gracejo de sexta

https://www.umsabadoqualquer.com/

Ciência e Arte em Jung

No capítulo “Relação da psicologia analítica com a obra de arte poética”, que é uma palestra proferida em 1922, Jung entra diretamente na questão-chave do seu livro, O espírito na arte e na ciência, que tem sido objeto dos nossos Seminários Ciência & Arte às quartas. Ele começa com uma crítica ao reducionismo psicológico, que se desdobra numa crítica à interpretação psicanalítica das obras de arte, para nos brindar com uma aula sobre alguns conceitos importantes da sua psicologia analítica, como complexo autônomo, inconsciente coletivo e arquétipo, que podem ser mais produtivos para pensar a arte. Mas vamos por partes.

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Evento: Academia Celeste Convida

Jung, leitor de Wilhelm

Jung_Wilhelm

O quinto capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, chama-se “Em memória de Richard Wilhelm”. Escrito em 1930 para uma palestra em memória de seu amigo, carinhosamento chamado por ele de “espírito que lançou uma ponte entre Oriente e Ocidente” (JUNG, 2011, p. 55) ou “o mensageiro da China” (ibid., p. 63), que havia morrido poucos dias antes.

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