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A lógica da vida, introdução: o programa

Na primeira parte da introdução, Jacob contextualiza a noção de programa, tão cara ao nosso entendimento de hereditariedade atualmente. Para isso apresenta alguns conceitos-chave, além de problemas conceituais que se produziram ou desapareceram a partir dessa nova perspectiva (p. 9-17). Na segunda parte, o autor recupera uma discussão importante sobre a historiografia das ciências, mostrando duas diferentes concepções e respectivas interpretações, e ilustrando sua adesão a uma delas com exemplos comparativos (p. 17-23). Na terceira parte, vemos uma síntese em quatro momentos da história da biologia que o livro vai nos contar (p. 23-24).

[EM CONSTRUÇÃO]

A lógica da vida, prefácio

              François Jacob (sentado) e Jacques Monod no Instituto Pasteur em 1971

Pouco antes dessa foto aí em cima, François Jacob (1920-2013) havia publicado o seu livro A lógica da vida, que estamos lendo e discutindo nos nossos encontros às quartas-feiras. Além de ser considerado um dos fundadores da biologia molecular, e de ter dado uma contribuição monumental às ciências da vida (Prêmio Nobel de 1965 junto com Jacques Monod e André Lwoff por sua pesquisa em regulação genética), Jacob tem uma visão de filosofia e história da biologia extremamente esclarecedora.

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Leitura de François Jacob

Mais uma nova atividade: esta semana vamos começar a ler juntos A lógica da vida: uma história da hereditariedade, de François Jacob. Esse livro, traduzido no Brasil por Ângela Loureiro de Souza e publicado pela Editora Graal em 1983, foi escrito originalmente em 1970 pelo prêmio nobel de fisiologia e medicina (1965) François Jacob. Segundo Foucault, “é a mais notável história da biologia escrita até o momento”.

Origem das espécies – capítulo 1

origemRosa

Edição portuguesa da Origem publicada pelo jornal Público (Coleção 20 Livros que Mudaram o Mundo) em 2013. 

Seguindo a nossa leitura, adentramos no primeiro capítulo, “Variação em estado doméstico”, cuja primeira seção, “Causas da variabilidade”, trata de demonstrar que as causas internas (natureza do organismo) são mais importantes que as externas (natureza das condições de vida). Continuar Lendo →