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Em tempos de pandemia: act up

Resumo do capítulo ”Act up em ação. A cura da AIDS e a expertise leiga” do livro O Golem à solta, que foi reproduzido no capítulo “Os ativistas da AIDS” do livro Doutor Golem, ambos de Harry Collins e Trevor Pinch (1998; 2005), publicados no Brasil pela Editora Fabrefactum, respectivamente em 2002 e 2010.

Contém notas sobre a história da AIDS no Brasil e no mundo que nos remetem diretamente à situação de pandemia que enfrentamos atualmente.

Marta Bellini

Não é fácil dizer qual capítulo desses livros gostamos mais, mas este, seguramente, é muito bom para o/a leitor/a que gosta de uma ação participante. No caso, somos convidados/as a participar das diferentes fases da luta para compreender a síndrome provocada pelo vírus HIV.

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Em tempos de pandemia: doutor Golem

Na semana passada recomeçamos os seminários Golem, de forma virtual, agora com o livro de Collins e Pinch sobre medicina. Publicado em Belo Horizonte pela Fabrefactum em 2010 (original de 2005) e com tradução coordenada por Carlos Gohn, este é o último da trilogia Golem. No ano passado discutimos os outros dois, como se pode ver aqui.

Decidimos o livro que seria objeto dos seminários na nossa última reunião em janeiro, quando ainda nem imaginávamos que estaríamos na situação que estamos hoje, em isolamento social, vivendo a incerteza da pandemia de Covid-19 e tentando entender o que está acontecendo. Nunca essa escolha poderia ter sido tão pertinente, dando-nos a oportunidade de pensar os estudos de caso apresentados por Collins e Pinch, sobretudo o das vacinas que começamos a discutir na semana passada, à luz da nossa nova realidade. Questões sobre o papel da ciência no mundo de hoje e como a gente quer viver daqui para a frente parecem urgentes. Por isso sugerimos também mais algumas fontes:

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O Golem à solta, capítulo 2

O Pedro nos apresentou o capítulo 2, O foguete está nu: atribuindo culpas pela explosão do Challenger”, do livro O Golem à solta, de Collins e Pinch. Para ver os slides, clique aqui.

O golem à solta

Na semana passada recomeçamos os seminários Golem, agora com o livro de Collins e Pinch sobre tecnologia. Publicado em Belo Horizonte pela Fabrefactum em 2010 (original de 1998) e traduzido por Giacomo Patrocinio Figueiredo, este é o segundo da trilogia Golem. O terceiro é sobre medicina.

O golem, capítulo 1

O Roger preparou um resumo bem-humorado do capítulo 1, “Conhecimento comestível: a transferência química da memória”.

“Ser planária algum tempo atrás”, dizia meu avô, “que era complicado”. Um maluco aí pegou um monte delas, colocou num trem, deu banho, raspou o cabelo, jogou num campo de concentração. Era treino de percurso em labirinto todo dia, era ficar no claro e depois no escuro, tinha choque a rebento, dedo no olho, chute no saco, e o canibalismo rolava solto, muleke. A ordem era tocar o terror nas planárias, “planária não era gente”, e se fosse hoje, tinha “worm lives matter” e o escambau pra todo lado. Vê se rato de laboratório era tratado assim. Esses aí tinham luxo e requinte, comiam bem, labirinto aquecido e férias três vezes por ano. Planária, não, era pior que gado.

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O golem, capítulo 3

Em nossos Seminários de Science Studies às quartas, o Pedro apresentou o capítulo 3, “O sol em um tubo de ensaio: a história da fusão fria”, do livro O golem: o que você deveria saber sobre ciência, de Harry Collins e Trevor Pinch.

Para ver os slides, clique aqui ou na imagem acima. O resumo que ele preparou segue abaixo:

O Sol em um tubo de ensaio

No dia 23 de março de 1989, em uma coletiva de imprensa realizada na Universidade de Utah, Stanley Pons e Martin Fleischman, dois dos eletroquímicos mais respeitados do mundo com suas reputações construídas através de pesquisas de alto risco, anunciaram que haviam conseguido mais um milagre: domar o próprio Sol.

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Seminários de Science Studies: O golem

Este é o livro que será objeto dos nossos seminários este ano: O golem – o que você deveria saber sobre ciência, de Harry Collins e Trevor Pinch. A tradução brasileira é de Laura Cardellini Barbosa de Oliveira, e ela foi publicada primeiro pela Editora Unesp em 2003, e depois pela Editora Fabrefactum de Belo Horizonte em 2010. O original é de 1993, e a segunda edição, da qual se fez essa tradução, de 1998.

Seminários “A ciência tal qual se faz” – a comunidade científica em tempos de disputa

Antes de entrar no texto que foi objeto do nosso último seminário, vale a pena conferir os dois vídeos que achei do Harry Collins no Youtube. O primeiro é uma entrevista de 2010, e o segundo, uma palestra em 2009:

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