Evento: Academia Celeste Convida II

A lógica da vida, capítulo 2: a organização

Resumo feito pela gloriosa Marta Bellini

Vimos na Introdução e no capítulo 1 deste livro o uso de metáforas organizacionais para sustentar a argumentação sobre a vida, sua reprodução e manutenção.

Jacob, neste capítulo, vai tratar da nova concepção dos seres vivos, após a segunda metade do século XVIII, e na passagem ao século XIX. Neste período, os seres vivos serão compreendidos de outra forma, ou seja, como seres organizados, estruturados em conjuntos tridimensionais de moléculas que regeriam suas propriedades e seus comportamentos. Jacob afirma (1983, p. 81) bem o que vai abordar no capítulo 2, “É pela organização que os seres se distinguem das coisas”. É na passagem do século XVIII ao XIX que uma nova ciência emerge não mais como classificatória dos seres vivos, mas tendo como objeto de estudo a sua organização.

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A lógica da vida, introdução: o programa

Na primeira parte da introdução, que se chama “O programa”, Jacob começa nos lembrando da noção bastante evidente da “formação do semelhante pelo semelhante” (p. 9), dessa forma que permanece ao longo das gerações e que, aliada à experiência, permitiu que nossos ancestrais transformassem plantas e animais a nosso favor. Apesar dessa prática de manipulação milenar e do conhecimento aí desenvolvido, muitas explicações conflitantes circularam – e por que não dizer que ainda circulam – sobre o tema. Ele contextualiza a noção de programa, tão cara ao nosso entendimento de hereditariedade atualmente, que é descrita “em termos de informação, mensagens, código. […]. O que se transmite, de geração em geração, são as ‘instruções’ […]. O organismo torna-se assim a realização de um programa prescrito pela hereditariedade. A intenção de uma Psyché foi substituída pela tradução de uma mensagem.” (p. 10). E acredita que, com isso, algumas discussões conceituais desapareceram, como as que opunham “finalidade e mecanismo, necessidade e contingência, estabilidade e variação” (p. 10).

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Ciência e Arte em Jung (continuação)

O sétimo capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, que se chama “Psicologia e poesia” e foi publicado em 1930, parece ter uma continuidade em relação ao anterior, repetindo e aprofundando alguns conceitos já apresentados antes, bem como a crítica à psicanálise, ao dogmatismo e ao racionalismo. Há um destaque aqui à diferenciação entre obra de arte e artista, que se reflete inclusive nos títulos das duas seções do texto – “A obra” e “O poeta”, como veremos a seguir. Mas antes Jung nos fala dessa relação profunda entre literatura e psicologia, mostrando que uma coisa é analisar a estrutura psicológica de uma obra de arte, e outra, as circunstâncias psicológicas do homem criador. O objeto da primeira é a obra de arte, fruto intencional de atividades anímicas complexas, e o da segunda, o ser humano, seu aparelho psíquico. Apesar de relacionadas, não se explicam mutuamente:

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Publicação da Beth

Tese defendida com louvor e artigo publicado na sequência.

Salve Beth, orgulho de ser sua irmã!

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Convite para o GT Paul Feyerabend

Prezada(o) colega,

É com alegria e satisfação que gostaríamos de convidá-la(o) a conhecer e se integrar ao Grupo de Trabalho (GT) Paul Feyerabend para a América Latina. Inicialmente com seus membros apenas no Brasil, pretendemos expandir nossa parceria e, efetivamente, atuar em toda a América Latina. 


O GT Paul Feyerabend tem como objetivo geral congregar pesquisadores, professores, estudantes de pós-graduação e público em geral, engajando todos em um espaço democrático de promoção, debate e divulgação de pesquisas acadêmicas sobre a obra do físico e filósofo da ciência Paul Karl Feyerabend (1924-1994). Para tanto, o objetivo do GT Paul Feyerabend consiste em atuar no fomento, organização e divulgação de informações relevantes a respeito de publicações, oferecimento de cursos e disciplinas, organização de grupos de leitura e eventos acadêmico-culturais dentro e fora do ambiente estritamente universitário, além de fornecer suporte acadêmico-científico a iniciativas institucionais diversas relacionadas ao pensador austríaco. 


Enquanto grupo integrante da iniciativa internacional liderada por Grazia Borrini-Feyerabend e Matteo Collodel, o GT Paul Feyerabend atuará diretamente na organização de um congresso alusivo ao centenário de nascimento de Paul Feyerabend a ser realizado no Brasil, no ano de 2024, reunindo pesquisadores de toda a América Latina. Congressos em outros países latino-americanos serão bem-vindos, contando com a colaboração do GT Paul Feyerabend. Desse(s) congresso(s) esperamos editar um volume dedicado aos Latin American Studies on Paul Feyerabend’s Philosophy.    


Consulte o site https://sites.google.com/view/gtpaulfeyerabend/ para maiores informações sobre as propostas e ações do GT Paul Feyerabend até o momento, e para mais detalhes relacionados ao “Centenário Paul Feyerabend (1994-2024)”. Para aceitar nosso convite, dirimir dúvidas, fazer solicitações ou enviar contribuições, encaminhe, por gentileza, um e-mail para: gtpaulfeyerabend@gmail.com.


Com os melhores votos de que à alegria e satisfação pelo contato some-se a honra por tê-la(o) conosco, cordialmente despedimo-nos.


GT Paul Feyerabend

Gracejo de sexta

https://www.umsabadoqualquer.com/

Ciência e Arte em Jung

No capítulo “Relação da psicologia analítica com a obra de arte poética”, que é uma palestra proferida em 1922, Jung entra diretamente na questão-chave do seu livro, O espírito na arte e na ciência, que tem sido objeto dos nossos Seminários Ciência & Arte às quartas. Ele começa com uma crítica ao reducionismo psicológico, que se desdobra numa crítica à interpretação psicanalítica das obras de arte, para nos brindar com uma aula sobre alguns conceitos importantes da sua psicologia analítica, como complexo autônomo, inconsciente coletivo e arquétipo, que podem ser mais produtivos para pensar a arte. Mas vamos por partes.

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Evento: Academia Celeste Convida

Jung, leitor de Wilhelm

Jung_Wilhelm

O quinto capítulo do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, chama-se “Em memória de Richard Wilhelm”. Escrito em 1930 para uma palestra em memória de seu amigo, carinhosamento chamado por ele de “espírito que lançou uma ponte entre Oriente e Ocidente” (JUNG, 2011, p. 55) ou “o mensageiro da China” (ibid., p. 63), que havia morrido poucos dias antes.

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Jung, leitor de Freud

Os capítulos 3 e 4 do livro O espírito na arte e na ciência, de Jung, são dedicados a Freud. O primeiro, publicado em 1932, chama-se “Sigmund Freud, um fenômeno histórico-cultural”; e o segundo, publicado logo depois da morte de Freud, chama-se “Sigmund Freud (1939)”.

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A lógica da vida, prefácio

              François Jacob (sentado) e Jacques Monod no Instituto Pasteur em 1971

Pouco antes dessa foto aí em cima, François Jacob (1920-2013) havia publicado o seu livro A lógica da vida, que estamos lendo e discutindo nos nossos encontros às quartas-feiras. Além de ser considerado um dos fundadores da biologia molecular, e de ter dado uma contribuição monumental às ciências da vida (Prêmio Nobel de 1965 junto com Jacques Monod e André Lwoff por sua pesquisa em regulação genética), Jacob tem uma visão de filosofia e história da biologia extremamente esclarecedora.

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Nova edição do minicurso sobre o Tetrabiblos – dias 27 e 28 de fevereiro

Jung, leitor de Paracelso

O primeiro capítulo de O espírito na arte e na ciência, de Jung, se chama “Paracelso”, e é uma palestra proferida em 1929. Para caracterizar seu sujeito de estudo, Jung começa falando do mapa astral de Paracelso (1493-1541), nascido com o Sol em Escorpião, que é regido por Marte: “Paracelso não desmentiu esta natividade” (p. 9): tornou-se médico e uma pessoa deveras briguenta.

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Leitura de François Jacob

Mais uma nova atividade: esta semana vamos começar a ler juntos A lógica da vida: uma história da hereditariedade, de François Jacob. Esse livro, traduzido no Brasil por Ângela Loureiro de Souza e publicado pela Editora Graal em 1983, foi escrito originalmente em 1970 pelo prêmio nobel de fisiologia e medicina (1965) François Jacob. Segundo Foucault, “é a mais notável história da biologia escrita até o momento”.