Slides sobre as edições variorum da Origem

Pedro preparou uma excelente apresentação para o clube de revista sobre as edições variorum da Origem das espécies. Clique na imagem abaixo para ver o arquivo de slides:

A quem estranhar esse plural com “ms” no final, o autor avisa que sabe que “variorum” já está no plural em latim e que, em português, não se constrói o plural assim, mas ele não queria perder o trocadilho do título, que, alternativamente, poderia ser aportuguesado com um neologismo, ficando assim: “Os varioruns das origens”.

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Pérolas dos alunos: Vivian

Vivian Fuguhara de Lima – aluna de Biomedicina/2018

O paradigma na literatura

A obra A estrutura das revoluções científicas, escrita pelo físico e filósofo Thomas Kuhn e publicada em 1962, faz uma análise sobre a história da ciência apresentando uma série de conceitos, dos quais um dos mais importantes é o paradigma, que pode ser retratado no conto “Ideias do canário”, de Machado de Assis. Assim, o presente texto visa desenvolver uma reflexão acerca do conto e dos principais conceitos presentes na obra de Kuhn, e também relacionar a narrativa machadiana com a ideia exposta pelo filósofo estadunidense.

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Clube de Revista: Variorum da Origem

Nesta semana seremos apresentados às edições variorum da Origem, especialmente a da Barbara Bordalejo, que se encontra no site Darwin Online. Clique aqui para ir direto para a página do Variorum Online. Nas suas pesquisas de iniciação científica, o Pedro descobriu coisas interessantíssimas e, dentre elas, destacam-se essas fontes – chamadas variorum – que comparam as várias edições da Origem das espécies. Desnecessário dizer que se trata de uma ferramenta excelente para os historiadores da ciência, do livro científico, e da Origem das espécies em particular. Além do material online, há também um artigo em que a autora conta tudo isso: “Developing origins”. Como de costume, isso acontece na quinta-feira às 17:30h na sala 223 do bloco I-12.

Pérolas dos alunos – Ana Luiza

Ana Luiza de Paula Vasconcelos – aluna de Biomedicina/2018

Os paradigmas no canário kuhniano

O conto “Ideias do canário”, de Machado de Assis, conta a história de Macedo, um estudioso da ornitologia que conversa com um canário adquirido em uma loja de belchior. Já o livro A estrutura das revoluções científicas, escrito por Thomas Kuhn, propõe uma nova perspectiva para a ciência e traz conceitos e ideias que podem ser comparados com o texto machadiano. Os principais conceitos kuhnianos e as comparações com o conto serão apresentados no decorrer desta dissertação.

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A origem do homem, capítulo 6

A Marta se animou e nos brindou com um resumo do capítulo 6, “Sobre as afinidades e a genealogia do homem”:

Do livro A origem do homem e a seleção sexual, o capitulo 6, “Sobre as afinidades e a genealogia do homem”, destaca-se por tratar as modificações dos organismos dos vertebrados e do homem e assumir uma posição não determinista para indicar macho/fêmea e o homem separado dos outros animais. A luta pela sobrevivência e a seleção natural modificaram os organismos produzindo novas formas de organismos, e fazendo outras desaparecerem. Assim, nossos antepassados humanos tiveram mais pelos do que nós, os dentes caninos eram maiores e pontiagudos, os machos tinham rudimento de útero e tivemos cloaca para evacuar as fezes.

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Clube de Revista: Manifesto ciborgue

Esta semana teremos Clube de Revista!

O Gian nos apresentará o famoso Manifesto Ciborgue, publicado por Donna Haraway, em 1991, no capítulo 8 do livro Simians, cyborgs, and women: the reinvention of nature. O manifesto foi traduzido por Tomaz Tadeu e publicado junto com outros textos no livro Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano, que saiu pela Autêntica em 2009. Isso acontece na quinta-feira às 17:30h na sala 223 do bloco I-12.

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Ciência & Arte: Vida de Galileu, de Bertold Brecht

Esta semana faremos uma “leitura dramatizada” da Vida de Galileu, de Bertold Brecht (1898-1956). Escrita em alemão entre 1938 e 1939, a peça Leben des Galilei foi traduzida no Brasil por Roberto Schwarz e publicada em 1991 pela editora Paz e Terra. Na coleção Teatro Completo, em 12 volumes, a Vida de Galileu aparece no sexto volume junto com Os fuzis da Senhora Carrar e Mãe Coragem e seus filhos.

Em seus 80 anos de idade, essa peça foi encenada várias vezes ao redor do mundo, como se pode ver nos excertos abaixo de duas montagens recentes em língua portuguesa, além de ter virado filme em 1975, dirigido por Joseph Losey, cujos primeiros 15 minutos também se encontram abaixo. Continuar Lendo →

Clube de Revista: Esboço de uma teoria pluralista…

Esta semana retomaremos as atividades do Clube de Revista. A Francine vai nos apresentar um artigo do Feyerabend, “Outline of a pluralistic theory of knowledge and action”, que se encontra neste livro:

FEYERABEND, Paul. Outline of a pluralistic theory of knowledge and action. In: ______. Knowledge, science and relativism. New York: Cambridge University Press, 1999, p. 104-111. (Philosophical Papers, 3).

As primeiras traduções da Origem

Capa da primeira tradução da Origem, Über die Entstehung der Arten, publicada em Stuttgart por Schweizerbart em 1860, alguns meses depois do original (1859) .

Essa tradução alemã foi feita pelo naturalista Heinrich Georg Bronn (1800-1862), autor citado sete vezes por Darwin na última edição da Origem, segundo levantamento feito pelo Pedro (clique aqui para ver o material sobre a pesquisa do Pedro, que inclui no relatório final um verbete sobre o Bronn).

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Traduções luso-brasileiras da Origem

Darwin na fachada da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra

Enquanto ainda escrevo o artigo com os resultados da minha pesquisa de pós-doc sobre as traduções luso-brasileiras da Origem, aproveito para registrar alguns dados levantados no ano passado. O relatório de pesquisa já se encontra aqui.

Neste momento, o levantamento bibliográfico e a catalogação das traduções e dos tradutores, além dos plágios e traduções problemáticas, tem a seguinte configuração cronológica:

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Rodas de Conversa sobre Ciência e Arte

 

Começaremos esta semana uma nova atividade do grupo, as rodas de conversa sobre ciência e arte. Tendo em vista que este é um assunto que adoramos e que sempre atravessa as nossas atividades, por que não reservar um tempo/espaço só para ele? As rodas ocorrerão às quintas-feiras, alternando com o clube de revista, e sempre com um material estabelecido previamente. Para começar, a Marta vai nos trazer um comentário da Barbara Smuts sobre o livro A vida dos animais, de J. M. Coetzee:

 

A conferir: nova tradução da Origem

Saiu no Estadão a notícia sobre a nova tradução de A origem das espécies de Charles Darwin. Como se vê no site da editora, Daniel Miranda traduziu, a EdiPro publicou e Nélio Bizzo fez o prefácio. A capa é linda, o fato de o professor Nélio Bizzo assinar o prefácio (já o fizera na edição mais recente da Martin Claret) é um ponto a favor dessa nova publicação, mas agora temos que ver o conteúdo. A conferir!

Seminários Feyerabend: Adeus à Razão

Nossos seminários de 2018 serão em torno deste livro de Paul Feyerabend: Adeus à Razão. Publicado originalmente em 1987, esse livro foi traduzido entre nós por Vera Joscelyne e publicado pela Editora Unesp em 2010.

Como Feyerabend diz na introdução, trata-se de um conjunto de ensaios sobre a diversidade e a mudança na cultura. O longo primeiro capítulo tem quase 100 páginas e se chama “Notas sobre o relativismo”. A ele se seguem mais onze, todos igualmente instigantes, mas com extensões bem menores.

Foi nesse livro que vi pela primeira vez, há muito tempo, a tão eloquente expressão “admirável monotonia nova”, que aparece no penúltimo capítulo. Inspirado evidentemente em Huxley, Feyerabend nos conduz ao seu pluralismo contrapondo-o à mesmice das tentativas de uniformização e padronização da chamada cultura ocidental.

Leituras de Darwin 2018

Começamos na semana passada a leitura deste livro de Darwin: A expressão das emoções no homem e nos animais. A edição brasileira é da Companhia das Letras, traduzida por Leon de Souza Lobo Garcia e publicada pela primeira vez em 2000. Essa edição contém um prefácio de Konrad Lorenz, um dos responsáveis pela retomada desse livro nos anos 1960. Recentemente saiu essa nova versão de bolso acima retratada.

No fim da introdução da Origem do homem, cuja primeira edição saiu em 1871, Darwin diz que pretendia incluir um ensaio sobre a expressão das emoções no homem e nos animais, mas acabou reservando isso para uma outra publicação, esta que ora tomamos como objeto de estudo, que foi publicada no ano seguinte.

Revista Koan no ar com artigos do grupo

Está no ar o novo número da Revista Koan, que conta com um dossiê organizado pela nossa guerreira Marta Bellini: Complexidade, Ciências da Vida e Educação. Há lá alguns artigos produzidos no âmbito do nosso grupo, como as iniciações científicas do Vitor, da Isadora e do Wendell, e também o trabalho do Alexandre, fruto da disciplina optativa que oferecemos na Biologia. E, claro, artigos de autoria e coautoria da Marta, além de outros “amigos do grupo”. Confiram em:http://www.crc.uem.br/departamento-de-pedagogia-dpd/koan-revista-de-educacao-e-complexidade/edicao-4-jan-2016