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Seminários “A ciência tal qual se faz” – fatos e hipóteses

Em seminário de dezembro/2015, discutimos o texto “Factos e hipóteses” de um velho conhecido nosso, o filósofo Ian Hacking (clique aqui para ver o registro dos nossos seminários sobre o livro Representar e intervir, de Ian Hacking, que ocorreram em 2013), cujos vídeos já foram postados aqui neste blog e também se encontram no nosso canal do Youtube. De lá para cá, mais alguns vídeos apareceram na rede, entre eles o seguinte:

A Francine preparou o seguinte resumo do artigo:

O décimo terceiro capítulo de “A ciência tal qual se faz” foi destinado à análise de dois dos verbetes mais incluídos no pacote da designação científica nos últimos quatro séculos: “fatos” e “hipóteses”. A escolha do autor a quem se destinou o desafio dificilmente teria sido mais feliz. Ian Hacking, filósofo canadense nascido em 1936, é um significativo representante dos Science Studies, tendo publicado, entre outros, o livro Representar e intervir, que, essencialmente, diz respeito à relação entre os esforços dos cientistas e a resistência da natureza.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – uma experiência é ou não crucial?

Neste seminário discutimos o texto “Uma experiência é ou não crucial? E porquê?”, de Marcello Pera (1943-), filósofo, historiador da ciência e ex-presidente do senado italiano (2001-2006), onde atuou de 1996 a 2013. Há vários vídeos dele no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Em seu texto, Pera (1999, p. 329-341) questiona a noção de “experiência crucial”, tão cara a Popper e Lakatos, por meio da controvérsia Galvani-Volta no final do século XVIII em torno do que Pera chamou de “rã ambígua”. Como veremos, não é a rã que é ambígua, e sim as interpretações de Galvani e Volta sobre a eletricidade.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – história social da prova

Neste seminário discutimos o texto “Para uma história (social) da prova nas ciências e nas técnicas. Reflexões gerais e estudo de dois casos: as experiências de Hertz e a imunização magnética dos navios.”, de Dominique Pestre (1950-), sociólogo, historiador da ciência e diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Há vários vídeos dele no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Como diz Fernando Gil (1999, p. 12) na introdução do livro: “A história das ciências sugere que a recepção das teorias não depende apenas do teor das provas demonstrativas e experimentais.” Isso porque, na prática, “a prova tal qual se faz” não é fruto de uma racionalidade predeterminada por demonstrações matemáticas e experimentos, e sim de uma racionalidade construída por consensos, que implicam estratégias argumentativas, pragmáticas e retóricas.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – as imagens da objetividade

Neste seminário de dezembro/2015, discutimos o texto “As imagens da objectividade: a fotografia e o mapa”, da historiadora da ciência Lorraine Daston, pesquisadora e diretora do Instituto Max Planck de História da Ciência, em Berlim. Há vários vídeos dela no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Em seu belo e esclarecedor texto, Daston (1951-) defende que, em história da ciência, é preciso ter uma concepção filosófica não fundamentacionista já que, em seu cerne, o que há são modos de ver coletivamente aprendidos e que não devem sua existência a qualquer indivíduo, laboratório ou disciplina. Para isso, ela desmistifica uma das noções mais caras à ciência – a objetividade -, mostrando que essa nova virtude epistêmica tem uma história, é plural e se trata de uma visão sem preconceito, sem pensamento e cega.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – culturas etéreas e culturas materiais

O seminário de hoje é sobre o texto “Culturas etéreas e culturas materiais”, do físico e historiador da ciência Peter Galison, que é professor na Universidade de Harvard. Já temos no nosso canal do youtube vários vídeos dele, como o seguinte:

Este artigo é uma reflexão sobre o seu livro Image and logic, de 1997, sobretudo sobre os seguintes pontos: 1) a identidade do cientista; 2) influências “externas”; 3) reorganização do local da ciência; 4) biografias; 5) a noção de objetividade; 6) como se constrói uma narrativa em história da ciência; 7) para quem se constrói a história da ciência; 8) para que se constrói esta história da ciência; 9) instrumentos; e 10) zonas de troca.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – o estatuto dos instrumentos científicos

Neste capítulo de Jim Bennett, “O estatuto dos instrumentos científicos”, vemos como se relacionam instrumentos, ciência e sociedade. O papel central dos instrumentos na cultura científica se mostra na forma como eles condicionam objetos, discursos, métodos e a própria história das disciplinas. Continuar Lendo →

Seminários “A ciência tal qual se faz” – a polêmica na ciência

(mais vídeos do Dascal e de outros autores dos Science Studies na nossa playlist no Youtube)

A Marta preparou o seguinte resumo do texto do Dascal:

Para quem estuda ou gosta de história das ciências, o texto de Dascal, “A polêmica na ciência”, amplia esse campo de estudo quando analisa o campo científico apresentando o que podemos chamar de teoria das controvérsias. Continuar Lendo →

Seminários “A ciência tal qual se faz” – a ciência na sociedade moderna

zimanCaricaturaA Francine preparou o seguinte resumo:

O capítulo “A ciência na sociedade moderna”, de John Ziman, tem sabor de (mau) presságio. Constitui uma breve (porém eloquente) descrição da ciência acadêmica – enquanto resultado do trabalho de uma comunidade que possui motivações peculiares para manter-se coesa –, mas é indicial de drásticas transformações nos caminhos desta mesma comunidade.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – a comunidade científica em tempos de disputa

Antes de entrar no texto que foi objeto do nosso último seminário, vale a pena conferir os dois vídeos que achei do Harry Collins no Youtube. O primeiro é uma entrevista de 2010, e o segundo, uma palestra em 2009:

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – a comunicação na ciência

Antes do seminário sobre o texto da Karin Knorr-Cetina, “A comunicação na ciência”, assisti a este vídeo, aparentemente o único dela no Youtube. Vale a pena conferir:

Em relação ao texto, pode-se dizer que ela entrega o que promete, que é uma imagem de ciência como processo de recepção, interpretação e transformação de mensagens. Continuar Lendo →

Seminários “A ciência tal qual se faz” – introdução

a-ciencia-tal-qual-se-fazEste ano nossos seminários discutirão o livro acima – A ciência tal qual se faz – uma coletânea de artigos de autores dos science studies, que foi organizada pelo filósofo português, Fernando Gil, e traduzida por Paulo Tunhas. Continuar Lendo →