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Em tempos de pandemia: alguma coisa está fora de ordem

Coluna da Marta no Jornal do Porto, 14 de abril de 2020

Para ver no site do jornal, clique aqui.

Vírus-rei

Pensei muito em um nome para esta Coluna no Jornal do Porto. Diga-se de passagem, sou sobrinha de um dos proprietários do jornal e prometi me comportar nestas linhas da Coluna. Não que o jornal tenha me exigido algo. Simplesmente não vou tratar de política no sentido mais popular do termo, o de homens de partidos, eleições e polêmicas construídas pelas mídias oficiais.

Hoje, para iniciar a Coluna, resolvi pensar o coronavírus (calma, pessoas, vou falar apenas da presença dele) nas cidades, países, planeta como um evento que obriga a reclusão dos humanos, mas permite o revigorar das espécies de animais, de plantas, aquilo que chamamos de natureza.

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Leituras de Darwin: A origem das espécies – esboço de 1842

Este ano leremos A origem das espécies – esboço de 1842. Esse texto foi escrito por Darwin 17 anos antes da publicação de seu livro mais famoso, e é uma das provas de que ele já estava trabalhando em sua teoria há tempos quando recebeu a carta-ensaio de Wallace em 1858. Importante documento histórico que agora vamos conferir na edição brasileira traduzida por Mario Fondelli e publicada pela editora Newton Compton em 1992. Essa edição inclui o “artigo” de Darwin e Wallace que foi lido por Lyell e Hooker na Sociedade Lineana em 1 de julho de 1858: “Sobre a tendência das espécies em formar variedades e sobre a perpetuação das variedades e das espécies por meio da seleção natural”.

Mais uma tradução brasileira da Origem!

Realmente 2018 nos reservou algumas surpresas: acabamos de saber que mais uma edição brasileira de A origem das espécies está no forno. Já havíamos noticiado aqui a publicação recente da EdiPro, mas esta agora vai sair pela Editora Ubu, com direito a uma edição padrão, uma especial (a capa acima) e uma de colecionador. Todas com o mesmo texto da primeira edição da Origem (1859), traduzido, apresentado e organizado pelo professor Pedro Paulo Pimenta (Departamento de Filosofia – USP), que anda pesquisando justamente as relações entre a filosofia e história natural nos séculos XVIII e XIX. Ótima notícia! Ademais, trata-se de uma edição ilustrada por Alex Cerveny e com os seguintes textos adicionais: o esboço histórico (oriundo da terceira edição, 1861); o sétimo capítulo – sobre objeções à teoria da seleção natural – da sexta edição (1872); os artigos de Darwin e Wallace que foram apresentados juntos por Lyell e Hooker em 1858 na Sociedade Linneana de Londres; três resenhas de 1860 sobre a Origem, escritas por Asa Gray, Huxley e Owen; e ainda um glossário de autores e obras mencionadas. A conferir!

 

Revista Koan no ar com artigos do grupo

Está no ar o novo número da Revista Koan, que conta com um dossiê organizado pela nossa guerreira Marta Bellini: Complexidade, Ciências da Vida e Educação. Há lá alguns artigos produzidos no âmbito do nosso grupo, como as iniciações científicas do Vitor, da Isadora e do Wendell, e também o trabalho do Alexandre, fruto da disciplina optativa que oferecemos na Biologia. E, claro, artigos de autoria e coautoria da Marta, além de outros “amigos do grupo”. Confiram em:http://www.crc.uem.br/departamento-de-pedagogia-dpd/koan-revista-de-educacao-e-complexidade/edicao-4-jan-2016

Os híbridos do Gian

Às voltas com as artes em geral e com a fotografia em particular, o Gian está vivendo intensamente o seu projeto de iniciação científica, A modernidade falhou: como as tecnologias genéticas reconfiguram as ideias de humano e de ciborgue. Quem quiser ver o projeto, clique aqui.

EAIC 2016 – apresentação do Vitor – Deixa o Darwin falar!

Apresentação do trabalho de PIBIC do Vitor no Encontro Anual de Iniciação Científica, que aconteceu no dia 14 de outubro de 2016 na UEM:

 

Leituras do livro Darwinismo, de Alfred R. Wallace

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Neste ano de 2016 iniciamos mais uma atividade, a leitura do livro Darwinismo: uma exposição da teoria da seleção natural com algumas de suas aplicações, de Alfred Russel Wallace (1823-1913), coautor da teoria da evolução por seleção natural. Lançado originalmente em 1889, o livro foi recentemente traduzido no Brasil por Antonio Danesi e publicado pela Edusp em 2012. Esse e outros textos originais de Wallace se encontram digitalizados em seu arquivo na internet: http://wallace-online.org/.

Origem das espécies – capítulo 15

 

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Texto da Marta

Por fim, chegamos ao último capítulo de A origem das espécies, de Charles Darwin, após dois anos e meio de leitura nas tertúlias de quarta-feira do GP de Science Studies da UEM, sob coordenação da professora Cristina de Amorim Machado. Como escreveu nossa querida amiga e estudiosa de Darwin, Anna Carolina Regner, a obra de Darwin revolucionou os estudos dos campos das ciências biológicas e a nossa maneira de ver e conceber a atividade científica.  Ela também nos lembra que (Regner, 2009):

“Na Inglaterra, a história natural que Darwin encontrou confundia-se com uma “teologia natural”, quando os naturalistas (muitas vezes pacatos párocos) tomavam a aparente perfeição de adaptações e coadaptações como evidências de desígnio divino, enfatizando a harmonia de toda a natureza. O pano de fundo das indagações vinha marcado por grandes polêmicas, a respeito das quais o pensamento de Charles Darwin será decisivo.”

No capítulo 15, “Recapitulação e conclusão”, Darwin nos oferece um resumo belíssimo da sua teoria. Nesse capítulo, ele revê os anteriores, desenhando seu percurso e enunciando, ao final, sua colaboração para a compreensão da história da natureza.

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Origem das espécies – capítulos 10 e 11

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Minha mãe, Odete, representante da Unati nas nossas leituras de Darwin, preparou o seguinte resumo dos capítulos 10 e 11, respectivamente “Sobre a imperfeição dos registros geológicos” e “Sobre a sucessão geológica dos seres organizados”:

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Origem das espécies – capítulo 9

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A Marta preparou um resumo do capítulo 9 da Origem, “Hibridismo”, que tem as seguintes seções: 1) Distinção entre a esterilidade dos primeiros cruzamentos e a dos híbridos; 2) A esterilidade varia em grau, não é universal, é afetada pelo cruzamento entre indivíduos afins e é removida pela domesticidade; 3) Leis que regem a esterilidade dos híbridos; 4) A esterilidade não é uma característica especial, depende de outras diferenças, e não é acumulada por seleção natural; 5) Causas da esterilidade dos primeiros cruzamentos e dos híbridos; 6) Paralelismo entre os efeitos das condições de vida alteradas e dos cruzamentos; 7) Dimorfismo e trimorfismo; 8) A fertilidade das variedades cruzadas e dos seus descendentes mestiços não é universal; 9) Híbridos e mestiços comparados independentemente da sua fecundidade.

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Origem das espécies – capítulo 6

origemPlanetaVivoCapa da nova (2009) edição portuguesa da Editora Planeta Vivo. Excelente tradução de Ana Afonso sobre a sexta edição da Origem.

O capítulo VI da Origem, objeto de nossas leituras e discussões ao longo do mês de abril/2015, chama-se “Dificuldades da teoria” e trata dos seguintes pontos: 1) Dificuldades da teoria da descendência com modificação; 2) Ausência ou raridade de variedades de transição; 3) Transições nos hábitos; 4) Hábitos diversos na mesma espécie; 5) Espécies com hábitos muito diferentes das de seus afins; 6) Órgãos de extrema perfeição; 7) Modos de transição; 8) Casos difíceis; 9) Natura non facit saltum; 10) Órgãos de pouca importância; 11) Os órgãos não são em todos os casos completamente perfeitos; 12) A lei de unidade de tipo e a lei das condições de existência estão incluídas na teoria da seleção natural.

O Wendell preparou o seguinte resumo:

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Origem das espécies – capítulos 12 e 13

novaOrigemMartinClaretNovíssima tradução (2014) de Carlos Duarte e Anna Duarte publicada pela Martin Claret, editora famosa por publicações problemáticas, cuja edição anterior da Origem era um plágio de tradução (cf. blog não gosto de plágio). Aparentemente, a editora se redimiu, publicando uma tradução decente e com prefácio de um especialista, o professor Nélio Bizzo (USP).

O Pedro preparou o seguinte resumo dos capítulos 12 e 13, ambos sobre distribuição geográfica:

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Origem das espécies – capítulo 4

origemMadrasCapa da edição brasileira da Origem, traduzida por Soraya Freitas e publicada pela Editora Madras em 2011. Aparentemente é a melhor tradução brasileira da sexta edição que se encontra no mercado.

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O quarto capítulo da Origem é o maior e talvez o mais importante do livro, ele se chama “Seleção natural ou a sobrevivência dos mais aptos”.

O Vitor preparou um resumo, que veremos a seguir, mas, antes, algumas palavrinhas sobre um termo-chave de Darwin.

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EAIC 2015 – Isadora e Vitor – recepção do darwinismo na UEM

000_0110No dia 25 de setembro de 2015, Isadora e Vitor apresentaram os resultados de suas pesquisas sobre a recepção do darwinismo na UEM no XXIV EAIC – Encontro Anual de Iniciação Científica. Segue abaixo o vídeo:

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Origem das espécies – capítulo 8

darwinNaArvoreA Marta preparou o seguinte resumo do capítulo 8 da Origem (capítulo 7 na primeira edição):

No capitulo VIII da sexta edição, “Instinto”, de A origem das espécies, Darwin oferece uma série de reflexões. A primeira delas é a de que os instintos dos animais MUDAM e são bases para os hábitos. Ora, essa afirmação – proveniente de estudos com muitos animais – leva a outra, a de que os animais têm faculdades mentais (o que Piaget, no século XX, chamou de inteligência prática). Mais ainda: essas faculdades se transformam e são suporte para a variação dos instintos. Continuar Lendo →