Monitoria de Metep

Material produzido pela Monitoria de Metep/2018

Vamos brincar de Indiana Jones um pouquinho… Vamos supor que após anos desbravando densas selvas você finalmente encontrou uma civilização perdida. Mas obviamente ninguém vai acreditar em você se elas não puderem chegar lá também. Assim você vai precisar de um mapa do caminho que percorreu até ali, mostrando as armadilhas, atalhos e tudo mais que encontrou pelo caminho, assim como fez para se manter vivo nessa viagem.

Se nós somos o Indiana Jones, nossa viagem pela selva é nossa pesquisa e a civilização perdida é o resultado dessa aventura. O mapa, portanto, é seção de materiais e métodos.

Nela você deve detalhar como chegou ao seu resultado, quais foram os equipamentos que utilizou e a metodologia que escolheu seguir, assim como os perrengues que aconteceram no caminho. Seja o mais claro possível, essa seção permite que outros pesquisadores sigam seus passos se necessário e pode ser de extrema ajuda pra você se tiver que retomar essa pesquisa anos depois que for concluída. Os materiais e métodos vão clarear sua memória, permitindo lembrar com o que e como você atingiu aquele resultado final.

Se ficou com dúvida não hesite em conversar com a gente… se nunca viu Indiana Jones e não entendeu a metáfora venha ver a gente nos horários da monitoria que fazemos uma sessão cinema. 😉

Chegou a hora da justificativa, como fazemos para mostrar que nosso trabalho é relevante ou importante?

Essa pergunta contempla duas outras:  “Relevante para quem?” e “Por que ele é relevante para mim?”.

No caso da primeira questão, busque responder como seu trabalho soma ao campo no qual ele está inserido, como ele responde um problema do campo, melhora a eficiência de um de seus aspectos ou simplesmente traz à tona aspectos pouco explorados. Saindo um pouco do ambiente acadêmico, pense nos efeitos sociais ou aplicados que sua pesquisa pode apresentar.

Para a segunda questão temos que ser mais intimistas. Por que você acha seu trabalho importante? Como ele participa na sua formação profissional?

Em outras palavras, a justificativa é a seção do texto na qual você deve convencer, com seus melhores argumentos, o leitor de que seu trabalho é importante e vale o esforço e tempo (e, se você tiver sorte, o dinheiro) que necessitará para ser realizado.

Se não entendeu nada, tudo bem, estamos aqui pra isso. Deixe sua dúvida aqui embaixo, manda mensagem se tiver vergonha ou venha nos ver pessoalmente no horário da monitoria. 🙂

Os “objetivos” não lembram “objetos” à toa, eles devem estabelecer a relação entre o objeto de pesquisa e o problema de pesquisa, ou seja, delimitar o motivo daquele trabalho estar sendo feito.

Para escrever seus objetivos, pense na pergunta que você quer responder com sua pesquisa, por exemplo “qual é o impacto de um acidente ambiental na fauna de um determinado local?”, em seguida defina a ação necessária para chegar a essa resposta, sempre utilizando o verbo no infinitivo, “analisar o impacto faunístico gerado pelo acidente ambiental neste local”. Simples assim, o objetivo geral está pronto.

Note que o objetivo geral norteia sua pesquisa resumindo a ideia geral que será trabalhada, assim ele deve ser amplo e o mais conciso possível.

Os objetivos específicos devem ser construídos da mesma forma, mas estes devem resumir aspectos mais restritos da sua pesquisa. Seguindo o exemplo dado acima, quais são os passos que o pesquisador dará para “analisar” o impacto na fauna daquele local? Talvez ele vá “comparar as populações de animais antes e depois do acidente”, “medir os níveis de poluente no local” e “determinar os efeitos nocivos dos poluentes para a vida animal local”. Cada um desses passos contribui para atingir o objetivo geral.

Os objetivos específicos devem ser pensados com cuidado, de modo a se encaixar com o tempo e delineamento da pesquisa. Nosso pesquisador hipotético poderia realizar muitas outras tarefas que contribuiriam para seu objetivo geral, mas se ele não tiver os recursos (tempo, dinheiro, pessoal, equipamento…) para tal elas serão apenas promessas vazias.

Lembre-se que os objetivos respondem perguntas diferentes em pesquisas diferentes, portanto precisam de verbos diferentes. Para exemplos de verbos utilizados em objetivos consulte: https://bit.ly/2oFtSo9.

Se ficou com dúvidas não se acanhe e pergunte pra gente! Estamos aqui pra te ajudar com sua pesquisa 😀

Hoje aprenderemos como escrever o resumo de um trabalho acadêmico.

No resumo é necessário que seu objetivo, metodologia, resultados e discussões sejam explicitados da maneira mais clara e concisa possível. Ele não deve ter menos de 150 palavras ou ultrapassar 500 (no caso de trabalhos acadêmicos) em um único parágrafo. Evite contrações ou siglas pouco conhecidas e utilize fórmulas, equações ou diagramas apenas quando estritamente necessário. Não faça citações, o resumo deve se sustentar sozinho.

Ao escrever o texto, inicie com com uma frase que identifique o tema de seu trabalho e, em seguida, a categoria da sua pesquisa (estudo de caso, análise de dados, etc…). Daqui em diante continue com frases concisas e afirmativas.

Após seu último ponto final, lembre-se que seu trabalho ainda não acabou. Abaixo do resumo devem estar suas palavras-chave, antecedidas pela expressão “Palavras-chave:”, em negrito, e separadas entre si por um ponto. Não há regras para o número de palavras-chave, mas recomendamos que selecione algo entre 3 e 6 das palavras ou termos compostos que mais representem o seu texto.

Além dos resumos informativos, que vimos acima, existem os resumos críticos (ou resenhas) e os resumos indicativos, mas esses são assuntos para outro dia.

Atenção! Instituições e veículos de publicação tem autonomia para utilizarem suas próprias normas, consulte sempre seu orientador e o edital do evento ou revista pra onde você pretende enviar o resumo, pois eles podem ter suas próprias regras.

Se ficou com dúvidas consulte a NBR 6028/2003 no nosso post anterior.

Na cena de hoje responderemos uma questão muito importante… Afinal, de onde vêm as normas da ABNT?

As normas da ABNT, ou Normas Brasileiras (NBR pros íntimos), são uma série de documentos que visam padronizar desde processos de coleta de minhocas (é sério) até o modo como escrevemos e organizamos nossos textos. As normas mais comuns na vida acadêmica estão disponibilizadas abaixo:

NBR 6022/2018 (Artigos científicos)
https://drive.google.com/…/1W3Tx4PIKSI6KD4Pp94Xz4w_f_…/view…

NBR 6023/2002 (Referências)
https://drive.google.com/…/1PHGrIaTnUwR6YQxB-xE7lGvDn…/view…

NBR 6024/2012 (Seções do texto)
https://drive.google.com/…/1BcWpOAnBgmOpM1WzAfnucoZEk…/view…

NBR 6027/2013 (Sumário)
https://drive.google.com/…/1rhHNagpmJYTKe3kuwqdTCrxN8…/view…

NBR 6028/2003 (Resumos)
https://drive.google.com/…/1W74pssZ2LtEp58F-mhMQ3-rQi…/view…

NBR 10520/2002 (Citações)
https://drive.google.com/…/1eUZRKEhjvZYCJ1eCjXeYZqQQQ…/view…

NBR 14724/2011 (Formatação de trabalhos acadêmicos)
https://drive.google.com/…/17paGzgjtXyWBpOecNRejceVlN…/view…

NBR 15287/2011 (Projeto de pesquisa)
https://drive.google.com/…/1aoVyFcZ_95jPVHZoymrq87ADU…/view…