Arquivos de Tag: ciência e sociedade

Primavera Feyerabend: Adeus à Razão

Em dezembro terminamos a segunda temporada do Clube de Leitura, na qual lemos e discutimos A ciência em uma sociedade livre, e agora, em fevereiro, começaremos a terceira temporada, que será dedicada ao livro Adeus à Razão, publicado originalmente em 1987 e, no Brasil, pela Editora Unesp, em 2010, com a tradução de Vera Joscelyne.

Esta é uma atividade do projeto de extensão Primavera do Centenário Feyerabend, que acontece todas às quartas pelo Zoom, e você pode se inscrever enviando um e-mail para cristina_machado@yahoo.com.

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Feyerabend no Sonho Manifesto

Acabei de ler e recomendo deveras este novo livro do Sidarta Ribeiro, uma luz no fim do túnel com seus “Dez exercícios urgentes de otimismo apocalíptico” (este é o subítulo, que só aparece na folha de rosto). Ele viaja por várias tradições, inclusive a científica, e por uma belíssima diversidade de autores-aliados para nos alertar sobre o nosso futuro, humano demasiado humano (e não desumano, como costumamos pensar), mas resgatando um outro caminho possível na nossa ancestralidade sapiens que, além da competição, se baseia também na cooperação. Vejam o sumário:

Não vou dar spoiler, mas, para construir o seu argumento, Sidarta toca em assuntos que já discutimos várias vezes por aqui, como o papel da metáfora na ciência. Olhem só este trechinho (p. 84, tem muito mais adiante):

Algumas questões junguianas (p. 119):

E uma citação do Feyerabend (p. 86):

 

Como diz Ailton Krenak: “o futuro é ancestral”.

 

 

Primavera Feyerabend: A ciência em uma sociedade livre

Em junho terminamos a primeira temporada do Clube de Leitura, na qual lemos e discutimos Contra o método, e agora, em agosto, começamos a segunda temporada, que será dedicada ao livro A ciência em uma sociedade livre, publicado originalmente em 1978 e, no Brasil, pela Editora Unesp, em 2011, com a tradução de Vera Joscelyne.

Esta é uma atividade do projeto de extensão Primavera do Centenário Feyerabend, que acontece todas às quartas pelo Zoom, e você pode se inscrever enviando um e-mail para cristina_machado@yahoo.com.

Publicação da Beth

Tese defendida com louvor e artigo publicado na sequência.

Salve Beth, orgulho de ser sua irmã!

Clique aqui para ver o artigo na revista

Nova publicação sobre Steiner

O artigo se chama “Ciência e espiritualidade em ação: o legado de Rudolf Steiner” e se baseia na tese da Francine. Clique na imagem para ir até o site da revista e ver ou baixar o artigo.

Em tempos de pandemia: doutor Golem

Na semana passada recomeçamos os seminários Golem, de forma virtual, agora com o livro de Collins e Pinch sobre medicina. Publicado em Belo Horizonte pela Fabrefactum em 2010 (original de 2005) e com tradução coordenada por Carlos Gohn, este é o último da trilogia Golem. No ano passado discutimos os outros dois, como se pode ver aqui.

Decidimos o livro que seria objeto dos seminários na nossa última reunião em janeiro, quando ainda nem imaginávamos que estaríamos na situação que estamos hoje, em isolamento social, vivendo a incerteza da pandemia de Covid-19 e tentando entender o que está acontecendo. Nunca essa escolha poderia ter sido tão pertinente, dando-nos a oportunidade de pensar os estudos de caso apresentados por Collins e Pinch, sobretudo o das vacinas que começamos a discutir na semana passada, à luz da nossa nova realidade. Questões sobre o papel da ciência no mundo de hoje e como a gente quer viver daqui para a frente parecem urgentes. Por isso sugerimos também mais algumas fontes:

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Publicação nossa sobre Feyerabend

O artigo se chama “Ciência e arte nas estratégias argumentativas de Paul Feyerabend” e se baseia na tese da Francine. Clique na imagem para ir até o site da revista e ver ou baixar o artigo.

O golem à solta

Na semana passada recomeçamos os seminários Golem, agora com o livro de Collins e Pinch sobre tecnologia. Publicado em Belo Horizonte pela Fabrefactum em 2010 (original de 1998) e traduzido por Giacomo Patrocinio Figueiredo, este é o segundo da trilogia Golem. O terceiro é sobre medicina.

TCC do Gian

PARABÉNS!!!

O golem, capítulo 1

O Roger preparou um resumo bem-humorado do capítulo 1, “Conhecimento comestível: a transferência química da memória”.

“Ser planária algum tempo atrás”, dizia meu avô, “que era complicado”. Um maluco aí pegou um monte delas, colocou num trem, deu banho, raspou o cabelo, jogou num campo de concentração. Era treino de percurso em labirinto todo dia, era ficar no claro e depois no escuro, tinha choque a rebento, dedo no olho, chute no saco, e o canibalismo rolava solto, muleke. A ordem era tocar o terror nas planárias, “planária não era gente”, e se fosse hoje, tinha “worm lives matter” e o escambau pra todo lado. Vê se rato de laboratório era tratado assim. Esses aí tinham luxo e requinte, comiam bem, labirinto aquecido e férias três vezes por ano. Planária, não, era pior que gado.

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Seminários de Science Studies: O golem

Este é o livro que será objeto dos nossos seminários este ano: O golem – o que você deveria saber sobre ciência, de Harry Collins e Trevor Pinch. A tradução brasileira é de Laura Cardellini Barbosa de Oliveira, e ela foi publicada primeiro pela Editora Unesp em 2003, e depois pela Editora Fabrefactum de Belo Horizonte em 2010. O original é de 1993, e a segunda edição, da qual se fez essa tradução, de 1998.

Clube de Revista: Filosofia da Educação

Na semana passada retomamos o nosso Clube de Revista. A Marta nos apresentou o livro A filosofia da educação, de Olivier Reboul, traduzido em Portugal (Lisboa: Edições 70, sem data) por António Rocha e Artur Morão, especialmente o capítulo 3, “As instituições educativas”.

Ciência & Arte: China Miéville

Nesta quinta, às 17:30h, o Roger vai nos apresentar ao universo literário criado por China Miéville, que pode nos dar muito pano para manga nessa nossa conversa infinita sobre Ciência & Arte. Acabei de ler o seu Estação Perdido, romance de ficção científica/fantasia da série Bas-Lag, que saiu entre nós pela Editora Boitempo, em 2016, traduzido por José Baltazar Pereira Júnior e Fábio Fernandes. Estou encantada com esse mundo alienígena, cheio de espécies diferentes, inclusive seres humanos, mas também constructos cibernéticos, criaturas refeitas das formas mais bizarras e híbridos de vários tipos que vivem numa cidade-personagem caótica que se chama Nova Crobuzon. Para ir além, clique aqui e veja um artigo de 2002 de China Miéville sobre marxismo e fantasia. Ademais, há vários vídeos dele e sobre ele no youtube, inclusive este da Boitempo:

Clube de Revista: Esboço de uma teoria pluralista…

Esta semana retomaremos as atividades do Clube de Revista. A Francine vai nos apresentar um artigo do Feyerabend, “Outline of a pluralistic theory of knowledge and action”, que se encontra neste livro:

FEYERABEND, Paul. Outline of a pluralistic theory of knowledge and action. In: ______. Knowledge, science and relativism. New York: Cambridge University Press, 1999, p. 104-111. (Philosophical Papers, 3).

Seminários Feyerabend: Adeus à Razão

Nossos seminários de 2018 serão em torno deste livro de Paul Feyerabend: Adeus à Razão. Publicado originalmente em 1987, esse livro foi traduzido entre nós por Vera Joscelyne e publicado pela Editora Unesp em 2010.

Como Feyerabend diz na introdução, trata-se de um conjunto de ensaios sobre a diversidade e a mudança na cultura. O longo primeiro capítulo tem quase 100 páginas e se chama “Notas sobre o relativismo”. A ele se seguem mais onze, todos igualmente instigantes, mas com extensões bem menores.

Foi nesse livro que vi pela primeira vez, há muito tempo, a tão eloquente expressão “admirável monotonia nova”, que aparece no penúltimo capítulo. Inspirado evidentemente em Huxley, Feyerabend nos conduz ao seu pluralismo contrapondo-o à mesmice das tentativas de uniformização e padronização da chamada cultura ocidental.