Arquivos de Tag: ciência e sociedade

Nova publicação sobre Steiner

O artigo se chama “Ciência e espiritualidade em ação: o legado de Rudolf Steiner” e se baseia na tese da Francine. Clique na imagem para ir até o site da revista e ver ou baixar o artigo.

Em tempos de pandemia: doutor Golem

Na semana passada recomeçamos os seminários Golem, de forma virtual, agora com o livro de Collins e Pinch sobre medicina. Publicado em Belo Horizonte pela Fabrefactum em 2010 (original de 2005) e com tradução coordenada por Carlos Gohn, este é o último da trilogia Golem. No ano passado discutimos os outros dois, como se pode ver aqui.

Decidimos o livro que seria objeto dos seminários na nossa última reunião em janeiro, quando ainda nem imaginávamos que estaríamos na situação que estamos hoje, em isolamento social, vivendo a incerteza da pandemia de Covid-19 e tentando entender o que está acontecendo. Nunca essa escolha poderia ter sido tão pertinente, dando-nos a oportunidade de pensar os estudos de caso apresentados por Collins e Pinch, sobretudo o das vacinas que começamos a discutir na semana passada, à luz da nossa nova realidade. Questões sobre o papel da ciência no mundo de hoje e como a gente quer viver daqui para a frente parecem urgentes. Por isso sugerimos também mais algumas fontes:

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Publicação nossa sobre Feyerabend

O artigo se chama “Ciência e arte nas estratégias argumentativas de Paul Feyerabend” e se baseia na tese da Francine. Clique na imagem para ir até o site da revista e ver ou baixar o artigo.

O golem à solta

Na semana passada recomeçamos os seminários Golem, agora com o livro de Collins e Pinch sobre tecnologia. Publicado em Belo Horizonte pela Fabrefactum em 2010 (original de 1998) e traduzido por Giacomo Patrocinio Figueiredo, este é o segundo da trilogia Golem. O terceiro é sobre medicina.

TCC do Gian

PARABÉNS!!!

O golem, capítulo 1

O Roger preparou um resumo bem-humorado do capítulo 1, “Conhecimento comestível: a transferência química da memória”.

“Ser planária algum tempo atrás”, dizia meu avô, “que era complicado”. Um maluco aí pegou um monte delas, colocou num trem, deu banho, raspou o cabelo, jogou num campo de concentração. Era treino de percurso em labirinto todo dia, era ficar no claro e depois no escuro, tinha choque a rebento, dedo no olho, chute no saco, e o canibalismo rolava solto, muleke. A ordem era tocar o terror nas planárias, “planária não era gente”, e se fosse hoje, tinha “worm lives matter” e o escambau pra todo lado. Vê se rato de laboratório era tratado assim. Esses aí tinham luxo e requinte, comiam bem, labirinto aquecido e férias três vezes por ano. Planária, não, era pior que gado.

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Seminários de Science Studies: O golem

Este é o livro que será objeto dos nossos seminários este ano: O golem – o que você deveria saber sobre ciência, de Harry Collins e Trevor Pinch. A tradução brasileira é de Laura Cardellini Barbosa de Oliveira, e ela foi publicada primeiro pela Editora Unesp em 2003, e depois pela Editora Fabrefactum de Belo Horizonte em 2010. O original é de 1993, e a segunda edição, da qual se fez essa tradução, de 1998.

Clube de Revista: Filosofia da Educação

Na semana passada retomamos o nosso Clube de Revista. A Marta nos apresentou o livro A filosofia da educação, de Olivier Reboul, traduzido em Portugal (Lisboa: Edições 70, sem data) por António Rocha e Artur Morão, especialmente o capítulo 3, “As instituições educativas”.

Ciência & Arte: China Miéville

Nesta quinta, às 17:30h, o Roger vai nos apresentar ao universo literário criado por China Miéville, que pode nos dar muito pano para manga nessa nossa conversa infinita sobre Ciência & Arte. Acabei de ler o seu Estação Perdido, romance de ficção científica/fantasia da série Bas-Lag, que saiu entre nós pela Editora Boitempo, em 2016, traduzido por José Baltazar Pereira Júnior e Fábio Fernandes. Estou encantada com esse mundo alienígena, cheio de espécies diferentes, inclusive seres humanos, mas também constructos cibernéticos, criaturas refeitas das formas mais bizarras e híbridos de vários tipos que vivem numa cidade-personagem caótica que se chama Nova Crobuzon. Para ir além, clique aqui e veja um artigo de 2002 de China Miéville sobre marxismo e fantasia. Ademais, há vários vídeos dele e sobre ele no youtube, inclusive este da Boitempo:

Clube de Revista: Esboço de uma teoria pluralista…

Esta semana retomaremos as atividades do Clube de Revista. A Francine vai nos apresentar um artigo do Feyerabend, “Outline of a pluralistic theory of knowledge and action”, que se encontra neste livro:

FEYERABEND, Paul. Outline of a pluralistic theory of knowledge and action. In: ______. Knowledge, science and relativism. New York: Cambridge University Press, 1999, p. 104-111. (Philosophical Papers, 3).

Seminários Feyerabend: Adeus à Razão

Nossos seminários de 2018 serão em torno deste livro de Paul Feyerabend: Adeus à Razão. Publicado originalmente em 1987, esse livro foi traduzido entre nós por Vera Joscelyne e publicado pela Editora Unesp em 2010.

Como Feyerabend diz na introdução, trata-se de um conjunto de ensaios sobre a diversidade e a mudança na cultura. O longo primeiro capítulo tem quase 100 páginas e se chama “Notas sobre o relativismo”. A ele se seguem mais onze, todos igualmente instigantes, mas com extensões bem menores.

Foi nesse livro que vi pela primeira vez, há muito tempo, a tão eloquente expressão “admirável monotonia nova”, que aparece no penúltimo capítulo. Inspirado evidentemente em Huxley, Feyerabend nos conduz ao seu pluralismo contrapondo-o à mesmice das tentativas de uniformização e padronização da chamada cultura ocidental.

Revista Koan no ar com artigos do grupo

Está no ar o novo número da Revista Koan, que conta com um dossiê organizado pela nossa guerreira Marta Bellini: Complexidade, Ciências da Vida e Educação. Há lá alguns artigos produzidos no âmbito do nosso grupo, como as iniciações científicas do Vitor, da Isadora e do Wendell, e também o trabalho do Alexandre, fruto da disciplina optativa que oferecemos na Biologia. E, claro, artigos de autoria e coautoria da Marta, além de outros “amigos do grupo”. Confiram em:http://www.crc.uem.br/departamento-de-pedagogia-dpd/koan-revista-de-educacao-e-complexidade/edicao-4-jan-2016

Os híbridos do Gian

Às voltas com as artes em geral e com a fotografia em particular, o Gian está vivendo intensamente o seu projeto de iniciação científica, A modernidade falhou: como as tecnologias genéticas reconfiguram as ideias de humano e de ciborgue. Quem quiser ver o projeto, clique aqui.

Jornada Feyerabend

Este é o livro póstumo de Paul Feyerabend. Inacabado, o livro foi cuidadosamente editado por sua esposa, Grazia Borrini-Feyerabend, e seu amigo, Bert Terpstra, e publicado originalmente em 1999. Entre nós, a tradução de Cecilia Prada e Marcelo Rouanet, com a revisão técnica da querida professora Anna Carolina Regner, saiu em 2006 pela Editora Unisinos.

Além do manuscrito inacabado de Feyerabend, que compõe a primeira parte do livro, os editores fizeram uma seleção de 12 artigos e ensaios relacionados com o que foi tratado no manuscrito pelo autor. De maneira geral, podemos dizer que aqui Feyerabend trata da questão do realismo, encaminhando-a pela sua permanente discussão com a tirania dos universais, que já se pode perceber no subtítulo: “Uma história da abstração versus a riqueza do ser”.

Esta semana faremos uma Jornada Feyerabend dedicada a esse livro na sexta-feira, dia 23 de junho de 2017, começando às 10h na sala 223 do bloco I-12. Participe!

Em construção

Confiram lá este novo periódico! Além de textos maravilhosos dos amigos – inclusive uma resenha da Francine sobre o último livro de Paul Feyerabend -, há lá um artigo meu sobre autoria científica, uma tradução que fiz da introdução do livro Ciência como arte (Wissenschaft als Kunst), de Feyerabend, e um texto que preparei sobre a entrevista que ele deu em 1993.