Arquivos de Tag: seleção natural

Origem das espécies – capítulo 7

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O capítulo VII da Origem, “Objeções diversas à teoria da seleção natural” (p. 168-204), só aparece na sexta edição, publicada por Darwin em 1872, com uma reedição corrigida em 1876, considerada a definitiva. Portanto, quem estiver acompanhando alguma tradução brasileira da primeira edição (só temos traduções da primeira e da sexta edições) não encontrará este capítulo. Até a quinta edição, constava como capítulo VII o capítulo que veremos em breve, que é o oitavo da sexta edição: “Instinto”.

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A recepção do darwinismo no Brasil

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Este livro, publicado em 2003 pela Editora da Fiocruz e organizado por Heloisa Maria Bertol Domingues, Magali Romero Sá e Thomas Glick, foi objeto dos primeiros encontros do nosso Clube de Revista, que se iniciou no segundo semestre do corrente ano.

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Origem das espécies – capítulo 3

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Edição portuguesa da Origem publicada no Porto pela Lello e Irmão Editores, sem data. Tradução feita do francês por Joaquim Dá Mesquita Paul em 1913.

O terceiro capítulo trata da “luta pela sobrevivência” ou, como no original (Darwin, 1859, p. 60; Darwin, 1876, p. 48) e em algumas traduções (Darwin, 2009, p. 63; Darwin, 2002, p. 79), “luta pela existência”. Inicialmente, Darwin traça a relação entre esse conceito e a seleção natural. Para além das variações individuais, que são indiscutíveis, as variedades de espécies originam-se da luta pela existência. Nos seus termos:

“Devido a essa luta, as variações, por menores que sejam e qualquer que seja a causa de que procedam, se são em algum grau proveitosas aos indivíduos e uma espécie em suas relações infinitamente complexas com outros seres orgânicos e com suas condições físicas de vida, tenderão à conservação destes indivíduos e serão, geralmente, herdadas pela descendência.” (Darwin, 2009, p. 64)

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Origem das espécies – capítulo 2

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 Edição portuguesa da Origem publicada em Lisboa pela Verbo – Babel em 2011. Tradução de Madalena Alfaia. Introdução de Michael Ruse.

O segundo capítulo trata da “Variação na natureza” e do problema em torno da difícil definição dos conceitos de espécie e variedade. É aqui, quando Darwin fala das diferenças individuais, que aparece pela primeira vez o termo “seleção natural” (p. 49), já prometido no capítulo anterior (p. 35, 37) como “seleção”. Num aparente diálogo com os anatomistas e naturalistas não transformacionistas de seu tempo, ele vai fortalecendo seu argumento de que os fatores externos não são determinantes: “vemos variações que não são nem de utilidade nem de prejuízo para a espécie e que, portanto, a seleção natural não se empenhou em tornar essas modificações em definitivas” (p. 50).

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Nova versão da série Cosmos

Este é o trailer, mas vale a pena ver a série, agora conduzida por Neil Tyson, que faz belas homenagens a seu mentor, o criador da série nos anos 1980, Carl Sagan.

O segundo capítulo é sobre a evolução e trata de algumas questões que andamos discutindo. Você pode baixá-lo aqui.

 

Filmes e documentários sobre Darwin, a Origem das Espécies e a teoria da evolução

 

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Origem das espécies – introdução

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Edição brasileira da Origem (6a. edição), publicada em São Paulo pela Editora Escala em 2009. Tradução de André Campos Mesquita. Atualização em março de 2016 depois de finalizada a leitura: Esta edição tem milhares de problemas de tradução (provavelmente um plágio do espanhol) e de revisão, trata-se de um atentado à formação científica, já tão capenga de leituras de textos primários. Por favor, não a leia!!! Leia, sim, a nova edição da Martin Claret, traduzida por Anna e Carlos Duarte; ou da Madras, traduzida por Soraia Freitas; ou a já velha conhecida edição da Villa Rica/Itatiaia, traduzida por Eugênio Amado; ou a recente edição lusitana da Planeta Vivo, traduzida por Ana Afonso. Em breve publicarei um artigo sobre isso, aguarde.

Iniciamos a leitura do livro, e já na introdução nos deparamos com algumas questões a serem pensadas e desdobradas.

Para começar, chama-nos a atenção logo no primeiro parágrafo a referência à origem das espécies como o “mistério dos mistérios”. É interessante analisar a dimensão histórica dessa afirmação, que nos leva a viajar no tempo e pensar num mundo sem Darwin, sem a Origem e sem a sua teoria para explicar o mistério. Aparentemente, esta era uma discussão tão em voga que o nosso autor, normalmente tão generoso nas menções a seus pares, não se achou na obrigação de identificar o filósofo que assim denominara o problema da origem das espécies. Segundo Wallace (1889, p. 3), o filósofo era John Herschel. Continuar Lendo →