Arquivos de Tag: science studies

Seminários “A ciência tal qual se faz” – geografia histórica dos laboratórios

Texto da Francine

O penúltimo capítulo de A ciência tal qual se faz foi confiado a Simon Shaffer (1955-), historiador da ciência inglês, coautor do livro Leviathan air-pump: Hobbes, Boyle and the experimental life (1985), que atua como professor de história e filosofia da ciência em Cambridge, Reino Unido. Dentre os vídeos dele no nosso canal do youtube, encontra-se este, de 1983, sobre Newton:

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – uma experiência é ou não crucial?

Neste seminário discutimos o texto “Uma experiência é ou não crucial? E porquê?”, de Marcello Pera (1943-), filósofo, historiador da ciência e ex-presidente do senado italiano (2001-2006), onde atuou de 1996 a 2013. Há vários vídeos dele no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Em seu texto, Pera (1999, p. 329-341) questiona a noção de “experiência crucial”, tão cara a Popper e Lakatos, por meio da controvérsia Galvani-Volta no final do século XVIII em torno do que Pera chamou de “rã ambígua”. Como veremos, não é a rã que é ambígua, e sim as interpretações de Galvani e Volta sobre a eletricidade.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – história social da prova

Neste seminário discutimos o texto “Para uma história (social) da prova nas ciências e nas técnicas. Reflexões gerais e estudo de dois casos: as experiências de Hertz e a imunização magnética dos navios.”, de Dominique Pestre (1950-), sociólogo, historiador da ciência e diretor da École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. Há vários vídeos dele no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Como diz Fernando Gil (1999, p. 12) na introdução do livro: “A história das ciências sugere que a recepção das teorias não depende apenas do teor das provas demonstrativas e experimentais.” Isso porque, na prática, “a prova tal qual se faz” não é fruto de uma racionalidade predeterminada por demonstrações matemáticas e experimentos, e sim de uma racionalidade construída por consensos, que implicam estratégias argumentativas, pragmáticas e retóricas.

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Pérolas dos alunos – Jaqueline

jaquelineJaqueline Bauer Uber – Aluna de Bioquímica/2015

A ciência segundo Gilberto Gil e o positivismo lógico

A discussão sobre o critério de demarcação do que é ou não ciência tem diversos pontos de vista, desde o positivismo do Círculo de Viena até os Science Studies. A análise da música “Quanta”, de Gilberto Gil (texto 1 abaixo) e do trecho de “O que é a ciência afinal?” de Chalmers (texto 2 abaixo), objetivam identificar tal discussão e suas visões acerca da ciência.

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Mais fotos da defesa da Isadora e do Vitor

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Preparativos antes da defesa

Isadora e Vitor defenderam seus trabalhos de conclusão de curso (um viva aos novos biólogos!) no dia 19 de fevereiro de 2016. Eu já havia colocado algumas fotos no dia seguinte na aba Projetos/TCC acima, mas seguem as outras:

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Pérolas dos alunos – Thiago

IMG-20160101-WA0266Thiago Henrique Fermiano – Aluno de Biomedicina/2015

Ciência e Política: amor e ódio

A ficção, na maioria das vezes, surge a partir de um determinado fato real, buscando explicar esse fato, ou seja, a realidade; ou ainda nasce tentando ser entendida a partir de teorias existentes. No caso de “Contato”, filme de ficção científica, o desenrolar do enredo expõe ações pelas quais se podem fazer uma análise à luz de determinadas teorias acerca da ciência. Um desses temas suscitados ao longo do filme é a relação atemporal entre política x ciência. Tal assunto se enquadra, atualmente, nas discussões elaboradas pelos Science Studies, mais especificamente nas ideias do sociólogo Bruno Latour.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – as imagens da objetividade

Neste seminário de dezembro/2015, discutimos o texto “As imagens da objectividade: a fotografia e o mapa”, da historiadora da ciência Lorraine Daston, pesquisadora e diretora do Instituto Max Planck de História da Ciência, em Berlim. Há vários vídeos dela no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Em seu belo e esclarecedor texto, Daston (1951-) defende que, em história da ciência, é preciso ter uma concepção filosófica não fundamentacionista já que, em seu cerne, o que há são modos de ver coletivamente aprendidos e que não devem sua existência a qualquer indivíduo, laboratório ou disciplina. Para isso, ela desmistifica uma das noções mais caras à ciência – a objetividade -, mostrando que essa nova virtude epistêmica tem uma história, é plural e se trata de uma visão sem preconceito, sem pensamento e cega.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – culturas etéreas e culturas materiais

O seminário de hoje é sobre o texto “Culturas etéreas e culturas materiais”, do físico e historiador da ciência Peter Galison, que é professor na Universidade de Harvard. Já temos no nosso canal do youtube vários vídeos dele, como o seguinte:

Este artigo é uma reflexão sobre o seu livro Image and logic, de 1997, sobretudo sobre os seguintes pontos: 1) a identidade do cientista; 2) influências “externas”; 3) reorganização do local da ciência; 4) biografias; 5) a noção de objetividade; 6) como se constrói uma narrativa em história da ciência; 7) para quem se constrói a história da ciência; 8) para que se constrói esta história da ciência; 9) instrumentos; e 10) zonas de troca.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – o estatuto dos instrumentos científicos

Neste capítulo de Jim Bennett, “O estatuto dos instrumentos científicos”, vemos como se relacionam instrumentos, ciência e sociedade. O papel central dos instrumentos na cultura científica se mostra na forma como eles condicionam objetos, discursos, métodos e a própria história das disciplinas. Continuar Lendo →

Seminários “A ciência tal qual se faz” – a polêmica na ciência

(mais vídeos do Dascal e de outros autores dos Science Studies na nossa playlist no Youtube)

A Marta preparou o seguinte resumo do texto do Dascal:

Para quem estuda ou gosta de história das ciências, o texto de Dascal, “A polêmica na ciência”, amplia esse campo de estudo quando analisa o campo científico apresentando o que podemos chamar de teoria das controvérsias. Continuar Lendo →

Seminários “A ciência tal qual se faz” – a comunidade científica em tempos de disputa

Antes de entrar no texto que foi objeto do nosso último seminário, vale a pena conferir os dois vídeos que achei do Harry Collins no Youtube. O primeiro é uma entrevista de 2010, e o segundo, uma palestra em 2009:

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – a comunicação na ciência

Antes do seminário sobre o texto da Karin Knorr-Cetina, “A comunicação na ciência”, assisti a este vídeo, aparentemente o único dela no Youtube. Vale a pena conferir:

Em relação ao texto, pode-se dizer que ela entrega o que promete, que é uma imagem de ciência como processo de recepção, interpretação e transformação de mensagens. Continuar Lendo →

Seminários “A ciência tal qual se faz” – introdução

a-ciencia-tal-qual-se-fazEste ano nossos seminários discutirão o livro acima – A ciência tal qual se faz – uma coletânea de artigos de autores dos science studies, que foi organizada pelo filósofo português, Fernando Gil, e traduzida por Paulo Tunhas. Continuar Lendo →

Entrevista na TV UEM

Só agora o vídeo foi liberado (dei essa entrevista em maio, pouco antes do 3o. Encontro), mas acho que ainda vale a pena conferir:

Ciência em ação III

Bruno_Latour

Texto da Francine sobre o terceiro capítulo:

A Parte II de “Ciência em ação” – intitulada como “Dos pontos fracos aos fortes” – está dividida entre os Capítulos 3 e 4, sendo estes compostos, respectivamente, por quatro e duas seções.

O capítulo 3 – “Máquinas” – é introduzido por uma rememoração das conquistas logradas pelos capítulos anteriores e por uma avaliação da natureza das “caixas pretas”. Continuar Lendo →