Arquivos de Tag: origem das espécies

Slides do seminário sobre a autobiografia de Darwin

O Pedro preparou uma excelente apresentação para o seu seminário sobre a autobiografia de Darwin. Clique na imagem abaixo para ver o arquivo de slides:

Sobre as traduções da Origem das espécies, de Charles Darwin

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Em 2017 estarei afastada das minhas atividades na UEM para levar a cabo uma pesquisa de pós-doc sobre as traduções da Origem em português. O projeto, que se encontra aqui, será realizado na Universidade de Lisboa (UL) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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EAIC 2016 – apresentação do Vitor – Deixa o Darwin falar!

Apresentação do trabalho de PIBIC do Vitor no Encontro Anual de Iniciação Científica, que aconteceu no dia 14 de outubro de 2016 na UEM:

 

Origem das espécies – capítulo 15

 

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Texto da Marta

Por fim, chegamos ao último capítulo de A origem das espécies, de Charles Darwin, após dois anos e meio de leitura nas tertúlias de quarta-feira do GP de Science Studies da UEM, sob coordenação da professora Cristina de Amorim Machado. Como escreveu nossa querida amiga e estudiosa de Darwin, Anna Carolina Regner, a obra de Darwin revolucionou os estudos dos campos das ciências biológicas e a nossa maneira de ver e conceber a atividade científica.  Ela também nos lembra que (Regner, 2009):

“Na Inglaterra, a história natural que Darwin encontrou confundia-se com uma “teologia natural”, quando os naturalistas (muitas vezes pacatos párocos) tomavam a aparente perfeição de adaptações e coadaptações como evidências de desígnio divino, enfatizando a harmonia de toda a natureza. O pano de fundo das indagações vinha marcado por grandes polêmicas, a respeito das quais o pensamento de Charles Darwin será decisivo.”

No capítulo 15, “Recapitulação e conclusão”, Darwin nos oferece um resumo belíssimo da sua teoria. Nesse capítulo, ele revê os anteriores, desenhando seu percurso e enunciando, ao final, sua colaboração para a compreensão da história da natureza.

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Origem das espécies – capítulos 10 e 11

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Minha mãe, Odete, representante da Unati nas nossas leituras de Darwin, preparou o seguinte resumo dos capítulos 10 e 11, respectivamente “Sobre a imperfeição dos registros geológicos” e “Sobre a sucessão geológica dos seres organizados”:

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Origem das espécies – capítulo 9

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A Marta preparou um resumo do capítulo 9 da Origem, “Hibridismo”, que tem as seguintes seções: 1) Distinção entre a esterilidade dos primeiros cruzamentos e a dos híbridos; 2) A esterilidade varia em grau, não é universal, é afetada pelo cruzamento entre indivíduos afins e é removida pela domesticidade; 3) Leis que regem a esterilidade dos híbridos; 4) A esterilidade não é uma característica especial, depende de outras diferenças, e não é acumulada por seleção natural; 5) Causas da esterilidade dos primeiros cruzamentos e dos híbridos; 6) Paralelismo entre os efeitos das condições de vida alteradas e dos cruzamentos; 7) Dimorfismo e trimorfismo; 8) A fertilidade das variedades cruzadas e dos seus descendentes mestiços não é universal; 9) Híbridos e mestiços comparados independentemente da sua fecundidade.

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Origem das espécies – capítulo 14

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Segue o resumo da Marta sobre o capitulo 14 da Origem, “Afinidades mútuas dos seres organizados: morfologia, embriologia, orgãos rudimentares”:

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Origem das espécies – capítulo 6

origemPlanetaVivoCapa da nova (2009) edição portuguesa da Editora Planeta Vivo. Excelente tradução de Ana Afonso sobre a sexta edição da Origem.

O capítulo VI da Origem, objeto de nossas leituras e discussões ao longo do mês de abril/2015, chama-se “Dificuldades da teoria” e trata dos seguintes pontos: 1) Dificuldades da teoria da descendência com modificação; 2) Ausência ou raridade de variedades de transição; 3) Transições nos hábitos; 4) Hábitos diversos na mesma espécie; 5) Espécies com hábitos muito diferentes das de seus afins; 6) Órgãos de extrema perfeição; 7) Modos de transição; 8) Casos difíceis; 9) Natura non facit saltum; 10) Órgãos de pouca importância; 11) Os órgãos não são em todos os casos completamente perfeitos; 12) A lei de unidade de tipo e a lei das condições de existência estão incluídas na teoria da seleção natural.

O Wendell preparou o seguinte resumo:

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Origem das espécies – capítulos 12 e 13

novaOrigemMartinClaretNovíssima tradução (2014) de Carlos Duarte e Anna Duarte publicada pela Martin Claret, editora famosa por publicações problemáticas, cuja edição anterior da Origem era um plágio de tradução (cf. blog não gosto de plágio). Aparentemente, a editora se redimiu, publicando uma tradução decente e com prefácio de um especialista, o professor Nélio Bizzo (USP).

O Pedro preparou o seguinte resumo dos capítulos 12 e 13, ambos sobre distribuição geográfica:

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Origem das espécies – capítulo 4

origemMadrasCapa da edição brasileira da Origem, traduzida por Soraya Freitas e publicada pela Editora Madras em 2011. Aparentemente é a melhor tradução brasileira da sexta edição que se encontra no mercado.

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O quarto capítulo da Origem é o maior e talvez o mais importante do livro, ele se chama “Seleção natural ou a sobrevivência dos mais aptos”.

O Vitor preparou um resumo, que veremos a seguir, mas, antes, algumas palavrinhas sobre um termo-chave de Darwin.

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Origem das espécies – capítulo 5

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Esta é a bonitinha mas ordinária edição da Origem que saiu em 2010 na coleção “Livros que mudaram o mundo”. Trata-se da edição da Hemus de 1979 que depois saiu também pela Ediouro, mas que, ao que tudo indica, é um plágio da tradução portuguesa de 1913 de Joaquim Paul. Mais sobre isso no blog não gosto de plágio

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Seguindo a nossa leitura, finalizamos em novembro (2014) o capítulo V da Origem, “Leis da variação”, que trata dos seguintes tópicos:

1) Efeitos da mudança de condições; 2) Uso e desuso combinados com a seleção natural; 3) Órgãos do voo e da vista; 4) Aclimatação; 5) Variação correlativa; 6) Compensação e economia do crescimento; 7) Correlações falsas; 8) Variabilidade de conformações múltiplas, rudimentares e de organização inferior; 9) Variabilidade extrema de órgãos desenvolvidos de um modo extraordinário; 10) Variabilidade maior de características específicas do que genéricas; 11) Variabilidade de características sexuais secundárias; 12) Variabilidade análoga em espécies de mesmo gênero; 13) Reversão a características perdidas há muito tempo.

A Isadora preparou o seguinte resumo:

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Origem das espécies – capítulo 8

darwinNaArvoreA Marta preparou o seguinte resumo do capítulo 8 da Origem (capítulo 7 na primeira edição):

No capitulo VIII da sexta edição, “Instinto”, de A origem das espécies, Darwin oferece uma série de reflexões. A primeira delas é a de que os instintos dos animais MUDAM e são bases para os hábitos. Ora, essa afirmação – proveniente de estudos com muitos animais – leva a outra, a de que os animais têm faculdades mentais (o que Piaget, no século XX, chamou de inteligência prática). Mais ainda: essas faculdades se transformam e são suporte para a variação dos instintos. Continuar Lendo →

Origem das espécies – capítulo 7

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O capítulo VII da Origem, “Objeções diversas à teoria da seleção natural” (p. 168-204), só aparece na sexta edição, publicada por Darwin em 1872, com uma reedição corrigida em 1876, considerada a definitiva. Portanto, quem estiver acompanhando alguma tradução brasileira da primeira edição (só temos traduções da primeira e da sexta edições) não encontrará este capítulo. Até a quinta edição, constava como capítulo VII o capítulo que veremos em breve, que é o oitavo da sexta edição: “Instinto”.

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Origem das espécies – capítulo 3

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Edição portuguesa da Origem publicada no Porto pela Lello e Irmão Editores, sem data. Tradução feita do francês por Joaquim Dá Mesquita Paul em 1913.

O terceiro capítulo trata da “luta pela sobrevivência” ou, como no original (Darwin, 1859, p. 60; Darwin, 1876, p. 48) e em algumas traduções (Darwin, 2009, p. 63; Darwin, 2002, p. 79), “luta pela existência”. Inicialmente, Darwin traça a relação entre esse conceito e a seleção natural. Para além das variações individuais, que são indiscutíveis, as variedades de espécies originam-se da luta pela existência. Nos seus termos:

“Devido a essa luta, as variações, por menores que sejam e qualquer que seja a causa de que procedam, se são em algum grau proveitosas aos indivíduos e uma espécie em suas relações infinitamente complexas com outros seres orgânicos e com suas condições físicas de vida, tenderão à conservação destes indivíduos e serão, geralmente, herdadas pela descendência.” (Darwin, 2009, p. 64)

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Origem das espécies – capítulo 2

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 Edição portuguesa da Origem publicada em Lisboa pela Verbo – Babel em 2011. Tradução de Madalena Alfaia. Introdução de Michael Ruse.

O segundo capítulo trata da “Variação na natureza” e do problema em torno da difícil definição dos conceitos de espécie e variedade. É aqui, quando Darwin fala das diferenças individuais, que aparece pela primeira vez o termo “seleção natural” (p. 49), já prometido no capítulo anterior (p. 35, 37) como “seleção”. Num aparente diálogo com os anatomistas e naturalistas não transformacionistas de seu tempo, ele vai fortalecendo seu argumento de que os fatores externos não são determinantes: “vemos variações que não são nem de utilidade nem de prejuízo para a espécie e que, portanto, a seleção natural não se empenhou em tornar essas modificações em definitivas” (p. 50).

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