Arquivos de Tag: objetividade

Seminários Feyerabend: Adeus à Razão

Nossos seminários de 2018 serão em torno deste livro de Paul Feyerabend: Adeus à Razão. Publicado originalmente em 1987, esse livro foi traduzido entre nós por Vera Joscelyne e publicado pela Editora Unesp em 2010.

Como Feyerabend diz na introdução, trata-se de um conjunto de ensaios sobre a diversidade e a mudança na cultura. O longo primeiro capítulo tem quase 100 páginas e se chama “Notas sobre o relativismo”. A ele se seguem mais onze, todos igualmente instigantes, mas com extensões bem menores.

Foi nesse livro que vi pela primeira vez, há muito tempo, a tão eloquente expressão “admirável monotonia nova”, que aparece no penúltimo capítulo. Inspirado evidentemente em Huxley, Feyerabend nos conduz ao seu pluralismo contrapondo-o à mesmice das tentativas de uniformização e padronização da chamada cultura ocidental.

Seminários “A ciência tal qual se faz” – as imagens da objetividade

Neste seminário de dezembro/2015, discutimos o texto “As imagens da objectividade: a fotografia e o mapa”, da historiadora da ciência Lorraine Daston, pesquisadora e diretora do Instituto Max Planck de História da Ciência, em Berlim. Há vários vídeos dela no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Em seu belo e esclarecedor texto, Daston (1951-) defende que, em história da ciência, é preciso ter uma concepção filosófica não fundamentacionista já que, em seu cerne, o que há são modos de ver coletivamente aprendidos e que não devem sua existência a qualquer indivíduo, laboratório ou disciplina. Para isso, ela desmistifica uma das noções mais caras à ciência – a objetividade -, mostrando que essa nova virtude epistêmica tem uma história, é plural e se trata de uma visão sem preconceito, sem pensamento e cega.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – introdução

a-ciencia-tal-qual-se-fazEste ano nossos seminários discutirão o livro acima – A ciência tal qual se faz – uma coletânea de artigos de autores dos science studies, que foi organizada pelo filósofo português, Fernando Gil, e traduzida por Paulo Tunhas. Continuar Lendo →

Representar e intervir V

DUCK-rabbitt_hacking

Como vimos, Hacking apresentou a discussão dos antirrealistas (positivistas, pragmatistas e incomensurabilistas), mostrou o relato de Putnam para dar conta da incomensurabilidade de significado, mas acabou revelando a sua deriva do realismo para o antirrealismo. Nesse movimento, Putnam aproxima-se de Kuhn, e Hacking os denomina de nominalistas transcendentais, sendo o primeiro conservador, e o segundo, revolucionário. Para finalizar a primeira parte do livro, Hacking ainda aponta para outro caminho da filosofia da ciência “da teoria”, que é o que ele aborda no capítulo “Um substituto para a verdade” (p. 191-210).

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