Arquivos de Tag: ciência e sociedade

Em construção

Confiram lá este novo periódico! Além de textos maravilhosos dos amigos – inclusive uma resenha da Francine sobre o último livro de Paul Feyerabend -, há lá um artigo meu sobre autoria científica, uma tradução que fiz da introdução do livro Ciência como arte (Wissenschaft als Kunst), de Feyerabend, e um texto que preparei sobre a entrevista que ele deu em 1993.

Seminários Feyerabend: A ciência em uma sociedade livre

Feyeraben_cienciaLivre

Os seminários deste ano giram em torno de A ciência em uma sociedade livre, de Paul Feyerabend. Esse livro foi escrito ainda nos anos 1970, mas depois da primeira edição de Contra o método (clique aqui para ver o registro da nossa atividade Oficina Contra o Método). Só recentemente foi traduzido no Brasil por Vera Joscelyne e publicado pela Editora da Unesp em 2011. Nesse livro, Feyerabend enfatiza a relação entre ciência e sociedade, tão cara aos science studies, que, no entanto, parecem não explorar essa relação até as últimas consequências como ele.

Seminários “A ciência tal qual se faz” – geografia histórica dos laboratórios

Texto da Francine

O penúltimo capítulo de A ciência tal qual se faz foi confiado a Simon Shaffer (1955-), historiador da ciência inglês, coautor do livro Leviathan air-pump: Hobbes, Boyle and the experimental life (1985), que atua como professor de história e filosofia da ciência em Cambridge, Reino Unido. Dentre os vídeos dele no nosso canal do youtube, encontra-se este, de 1983, sobre Newton:

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Pérolas dos alunos – Thiago

IMG-20160101-WA0266Thiago Henrique Fermiano – Aluno de Biomedicina/2015

Ciência e Política: amor e ódio

A ficção, na maioria das vezes, surge a partir de um determinado fato real, buscando explicar esse fato, ou seja, a realidade; ou ainda nasce tentando ser entendida a partir de teorias existentes. No caso de “Contato”, filme de ficção científica, o desenrolar do enredo expõe ações pelas quais se podem fazer uma análise à luz de determinadas teorias acerca da ciência. Um desses temas suscitados ao longo do filme é a relação atemporal entre política x ciência. Tal assunto se enquadra, atualmente, nas discussões elaboradas pelos Science Studies, mais especificamente nas ideias do sociólogo Bruno Latour.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – as imagens da objetividade

Neste seminário de dezembro/2015, discutimos o texto “As imagens da objectividade: a fotografia e o mapa”, da historiadora da ciência Lorraine Daston, pesquisadora e diretora do Instituto Max Planck de História da Ciência, em Berlim. Há vários vídeos dela no nosso canal do youtube, dentre eles o seguinte:

Em seu belo e esclarecedor texto, Daston (1951-) defende que, em história da ciência, é preciso ter uma concepção filosófica não fundamentacionista já que, em seu cerne, o que há são modos de ver coletivamente aprendidos e que não devem sua existência a qualquer indivíduo, laboratório ou disciplina. Para isso, ela desmistifica uma das noções mais caras à ciência – a objetividade -, mostrando que essa nova virtude epistêmica tem uma história, é plural e se trata de uma visão sem preconceito, sem pensamento e cega.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – culturas etéreas e culturas materiais

O seminário de hoje é sobre o texto “Culturas etéreas e culturas materiais”, do físico e historiador da ciência Peter Galison, que é professor na Universidade de Harvard. Já temos no nosso canal do youtube vários vídeos dele, como o seguinte:

Este artigo é uma reflexão sobre o seu livro Image and logic, de 1997, sobretudo sobre os seguintes pontos: 1) a identidade do cientista; 2) influências “externas”; 3) reorganização do local da ciência; 4) biografias; 5) a noção de objetividade; 6) como se constrói uma narrativa em história da ciência; 7) para quem se constrói a história da ciência; 8) para que se constrói esta história da ciência; 9) instrumentos; e 10) zonas de troca.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – o estatuto dos instrumentos científicos

Neste capítulo de Jim Bennett, “O estatuto dos instrumentos científicos”, vemos como se relacionam instrumentos, ciência e sociedade. O papel central dos instrumentos na cultura científica se mostra na forma como eles condicionam objetos, discursos, métodos e a própria história das disciplinas. Continuar Lendo →

Seminários “A ciência tal qual se faz” – a ciência na sociedade moderna

zimanCaricaturaA Francine preparou o seguinte resumo:

O capítulo “A ciência na sociedade moderna”, de John Ziman, tem sabor de (mau) presságio. Constitui uma breve (porém eloquente) descrição da ciência acadêmica – enquanto resultado do trabalho de uma comunidade que possui motivações peculiares para manter-se coesa –, mas é indicial de drásticas transformações nos caminhos desta mesma comunidade.

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Seminários “A ciência tal qual se faz” – a comunicação na ciência

Antes do seminário sobre o texto da Karin Knorr-Cetina, “A comunicação na ciência”, assisti a este vídeo, aparentemente o único dela no Youtube. Vale a pena conferir:

Em relação ao texto, pode-se dizer que ela entrega o que promete, que é uma imagem de ciência como processo de recepção, interpretação e transformação de mensagens. Continuar Lendo →

Feyerabend legendado no nosso canal do Youtube

Agora temos um canal no Youtube junto com o grupo da UERJ!

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Nosso vídeo de estreia é a entrevista de Feyerabend em Roma (1993) finalmente legendada. A tradução foi feita pelo Adriano Steffler e a legenda pelo Carlos Puig no âmbito da nossa parceria UEM-UERJ.

Oficina Contra o Método na cidade maravilhosa

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E lá fomos nós apresentar na UERJ os resultados parciais da Oficina Contra o Método depois de uma apresentação interna para o grupo duas semanas antes. Francine preparou um material muito legal no PowerPoint, veja só alguns slides:

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Entrevista na TV UEM

Só agora o vídeo foi liberado (dei essa entrevista em maio, pouco antes do 3o. Encontro), mas acho que ainda vale a pena conferir:

Terceiro encontro do GP na TV UEM

Terceiro Encontro do GP – Bruno Cava

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Tertúlia, da pintora cubana Gina Pellón, 2010

TERCEIRO ENCONTRO DO GP DE SCIENCE STUDIES DA UEM

Bruno Cava (Universidade Nômade Brasil)

O estatuto cognitivo-afetivo da copesquisa

Como trabalhar uma metodologia de produção do conhecimento que esteja implicada nas formas políticas de organização e autonomia, sem comprometer o estatuto do próprio conhecimento? Existem tendências das ciências e sua desconstrução pela filosofia que possam enredar-se com uma concepção em que cognição, afeto e política não se separem? A copesquisa, nesse sentido, pode funcionar com o campo conhecido por ‘science studies’, na elaboração desse modo de cooperar, agir e fabricar ciências de luta.

Data: terça-feira, 27 de maio de 2014

Horário: 18h

Local: bloco H12 / sala 15 (auditório do DFE)

Informações: cristina_machado@yahoo.com

 

Segundo Encontro do GP na TV UEM